Estenose Hipertrófica do Piloro: Marcadores Eletrolíticos Chave

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2023

Enunciado

Diante de uma suspeita clínica de Estenose Hipertrófica do Piloro, qual alternativa abaixo apresenta marcador(es) que é(são) altamente sugestivo(s) de tal patologia?

Alternativas

  1. A) Hiponatremia e hipercalemia
  2. B) Hiperglicemia e acidose metabólica
  3. C) Hipoglicemia e acidose metabólica
  4. D) Alcalose metabólica hipoclorêmica
  5. E) Acidose metabólica, hiponatremia e hipercalemi

Pérola Clínica

Estenose Hipertrófica do Piloro → Vômitos em jato + Alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalemia.

Resumo-Chave

A estenose hipertrófica do piloro causa vômitos persistentes de conteúdo gástrico, resultando na perda de ácido clorídrico. Isso leva à alcalose metabólica, que é agravada pela perda de cloreto (hipocloremia) e, frequentemente, por hipocalemia devido à tentativa renal de conservar sódio em troca de potássio e hidrogênio.

Contexto Educacional

A estenose hipertrófica do piloro (EHP) é uma condição comum em lactentes jovens, caracterizada pelo espessamento do músculo pilórico, que obstrui a saída gástrica. A incidência é de aproximadamente 2-4 por 1000 nascidos vivos, sendo mais comum em meninos primogênitos. A apresentação clínica típica é o vômito em jato, não bilioso, que ocorre após as mamadas, geralmente entre a segunda e a oitava semana de vida. A fisiopatologia dos distúrbios eletrolíticos na EHP é crucial para o diagnóstico e manejo. Os vômitos persistentes levam à perda significativa de ácido clorídrico (HCl), resultando em alcalose metabólica. A perda de cloreto (hipocloremia) é um achado característico e contribui para a manutenção da alcalose, pois o rim não consegue excretar bicarbonato adequadamente na ausência de cloreto suficiente. Além disso, a hipovolemia resultante estimula o sistema renina-angiotensina-aldosterona, levando à reabsorção renal de sódio em troca de potássio e hidrogênio, o que agrava a hipocalemia e contribui para a acidúria paradoxal. O diagnóstico é primariamente clínico, com a palpação da "oliva pilórica" no epigástrio, e confirmado por ultrassonografia abdominal. A correção dos distúrbios hidroeletrolíticos, especialmente a alcalose metabólica hipoclorêmica e a hipocalemia, é fundamental antes da correção cirúrgica (piloromiotomia), pois a cirurgia em um paciente desequilibrado aumenta os riscos anestésicos e cirúrgicos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da estenose hipertrófica do piloro?

Os sintomas incluem vômitos em jato, não biliosos, que geralmente começam entre 2 e 8 semanas de vida, após as mamadas, e o bebê permanece com fome. Pode haver uma massa palpável no epigástrio ("oliva pilórica").

Por que ocorre alcalose metabólica hipoclorêmica na estenose pilórica?

A alcalose metabólica hipoclorêmica resulta da perda persistente de ácido clorídrico (HCl) através dos vômitos gástricos. A depleção de cloreto impede a excreção renal de bicarbonato, perpetuando a alcalose.

Qual o papel da hipocalemia na estenose pilórica?

A hipocalemia ocorre devido à perda de potássio nos vômitos e, principalmente, devido à reabsorção renal compensatória de sódio em troca de potássio e hidrogênio na tentativa de corrigir a hipovolemia, exacerbando a alcalose.

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