INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021
Um lactente masculino, de 2 meses, é levado à emergência com história de vômitos não biliosos que iniciaram com três semanas de vida e progressivamente pioraram. Há 2 dias, passou a vomitar após as mamadas e hoje o vômito está em jato. Ao exame físico, apresenta-se irritado, faminto, muito emagrecido; no epigástrio, foi observado onda peristáltica se deslocando da esquerda para direita e, após a criança vomitar, palpada à direita, também no epigástrio, massa firme e móvel com cerca de 2 cm de diâmetro. Com base na principal hipótese diagnóstica, o distúrbio ácido-básico que se espera encontrar nesse lactente é
Estenose pilórica: vômitos em jato + massa pilórica + onda peristáltica → alcalose metabólica hipoclorêmica.
A estenose hipertrófica do piloro causa perda de ácido clorídrico pelo vômito, levando a alcalose metabólica e hipocloremia. A hipocalemia também é comum devido à perda gástrica e ao desvio intracelular de potássio em resposta à alcalose.
A estenose hipertrófica do piloro é uma causa comum de obstrução da saída gástrica em lactentes jovens, tipicamente entre 2 e 8 semanas de vida. Caracteriza-se por hipertrofia do músculo pilórico, que impede a passagem do alimento para o duodeno. É mais comum em meninos primogênitos e sua importância clínica reside na rápida desidratação e desequilíbrio eletrolítico que pode causar. A fisiopatologia envolve a perda repetida de ácido clorídrico (HCl) e potássio através dos vômitos em jato, levando a uma alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica. Os sinais clássicos incluem vômitos não biliosos em jato, irritabilidade, fome constante, perda de peso, onda peristáltica visível no epigástrio e a palpação de uma massa em forma de 'oliva' no quadrante superior direito do abdome. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia abdominal, que mede a espessura e o comprimento do piloro. O tratamento definitivo é cirúrgico (piloromiotomia de Ramstedt), mas a correção dos distúrbios hidroeletrolíticos e ácido-básicos é prioritária antes da cirurgia para minimizar riscos. A reposição de fluidos, eletrólitos (cloreto e potássio) é crucial. O prognóstico pós-cirúrgico é excelente, com resolução completa dos sintomas.
Os sinais clássicos incluem vômitos não biliosos em jato, irritabilidade, fome constante, perda de peso, onda peristáltica visível no epigástrio e a palpação de uma massa em forma de 'oliva' no quadrante superior direito do abdome.
A estenose pilórica causa alcalose metabólica hipoclorêmica devido à perda repetida de ácido clorídrico (HCl) e potássio através dos vômitos em jato, resultando em desequilíbrio eletrolítico e ácido-básico.
A diferenciação é feita pela presença de vômitos não biliosos em jato, massa pilórica palpável e onda peristáltica visível. O ultrassom abdominal é o exame confirmatório, medindo a espessura e o comprimento do piloro.
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