Estenose Hipertrófica do Piloro: Diagnóstico e Sinais Chave

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2020

Enunciado

Recém-nascido de 35 dias de vida, sem ganho de peso na última semana, vômitos em jato, não biliosos, e na palpação abdominal apresenta um abaulamento no abdome superior em forma de nódulo. Considerando- se o provável diagnóstico, qual exame complementar deve ser solicitado para confirmação do mesmo:

Alternativas

  1. A) RX simples de abdome
  2. B) Exame contrastado esôfago- estomago e duodeno
  3. C) Ultrassonografia abdominal
  4. D) Endoscopia digestiva alta
  5. E) Tomografia computadorizada abdominal

Pérola Clínica

RN < 2 meses com vômitos em jato não biliosos + abaulamento epigástrico → estenose hipertrófica do piloro, USG abdominal é o exame de escolha.

Resumo-Chave

O quadro de recém-nascido com 35 dias de vida, sem ganho de peso, vômitos em jato não biliosos e um abaulamento em abdome superior (massa palpável no epigástrio, 'oliva pilórica') é altamente sugestivo de estenose hipertrófica do piloro. A ultrassonografia abdominal é o exame complementar de escolha para confirmar o diagnóstico, visualizando o espessamento e alongamento do piloro.

Contexto Educacional

A estenose hipertrófica do piloro (EHP) é uma condição comum em lactentes, caracterizada pelo espessamento do músculo pilórico, que obstrui a saída gástrica. É mais frequente em meninos primogênitos e geralmente se manifesta entre a 2ª e a 8ª semana de vida. A etiologia exata não é totalmente compreendida, mas fatores genéticos e ambientais são implicados. A EHP é uma das causas mais comuns de cirurgia abdominal em lactentes. O quadro clínico típico envolve vômitos pós-prandiais que se tornam progressivamente mais fortes e em jato, não biliosos (pois a obstrução é pré-duodenal). O lactente pode apresentar desidratação, perda de peso e, em casos avançados, alcalose metabólica hipoclorêmica. Ao exame físico, pode-se palpar uma massa firme e móvel no epigástrio, à direita da linha média, conhecida como 'oliva pilórica', e observar ondas peristálticas gástricas visíveis. O diagnóstico é confirmado pela ultrassonografia abdominal, que demonstra o espessamento da parede muscular do piloro (>3-4 mm) e o alongamento do canal pilórico (>15-17 mm). O tratamento é cirúrgico, a piloromiotomia, que tem excelente prognóstico. Para residentes, é crucial o reconhecimento precoce dos sinais e sintomas para evitar complicações como desidratação grave e distúrbios eletrolíticos, que devem ser corrigidos antes da intervenção cirúrgica.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da estenose hipertrófica do piloro?

Os sinais clássicos incluem vômitos em jato, não biliosos, que se iniciam geralmente entre 2 e 8 semanas de vida, sem ganho de peso ou perda de peso, e a presença de uma massa palpável no epigástrio, conhecida como 'oliva pilórica'.

Por que a ultrassonografia abdominal é o exame de escolha para estenose pilórica?

A ultrassonografia abdominal é não invasiva, não utiliza radiação e permite a visualização direta do piloro, medindo a espessura da parede muscular e o comprimento do canal pilórico, que estarão aumentados na estenose hipertrófica. É altamente sensível e específica.

Qual o tratamento definitivo para a estenose hipertrófica do piloro?

O tratamento definitivo é cirúrgico, através da piloromiotomia de Ramstedt, que consiste na incisão longitudinal da camada muscular do piloro, sem perfurar a mucosa, aliviando a obstrução. Antes da cirurgia, a correção de distúrbios hidroeletrolíticos é fundamental.

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