Vômitos em Lactentes: USG para Estenose Pilórica e Pâncreas Anular

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2025

Enunciado

A USG de abdome superior pode ser útil na diferenciação das causas determinantes de vômitos no lactente, especialmente para o diagnóstico de

Alternativas

  1. A) DRGE e pâncreas anular.
  2. B) estenose hipertrófica do piloro e pâncreas anular.
  3. C) estenose hipertrófica do piloro e esofagite erosiva.
  4. D) apenas estenose hipertrófica do piloro.
  5. E) atresia de duodeno e membra a duodenal.

Pérola Clínica

USG abdome superior é chave para vômitos no lactente, diagnosticando estenose hipertrófica do piloro e pâncreas anular.

Resumo-Chave

A ultrassonografia de abdome superior é um método de imagem não invasivo e eficaz para investigar vômitos em lactentes, sendo particularmente útil na identificação da estenose hipertrófica do piloro e do pâncreas anular, condições que requerem intervenção específica.

Contexto Educacional

Vômitos em lactentes são uma queixa comum na pediatria, e o diagnóstico diferencial é amplo, variando de causas benignas a condições cirúrgicas urgentes. A estenose hipertrófica do piloro (EHP) é uma das causas mais frequentes de obstrução gástrica em lactentes jovens, tipicamente entre 2 e 8 semanas de vida, com maior incidência em meninos primogênitos. O pâncreas anular, embora mais raro, também pode causar obstrução duodenal e vômitos, geralmente biliosos se a obstrução for distal à ampola de Vater. A identificação precoce dessas condições é crucial para evitar desidratação grave e desequilíbrios eletrolíticos. A fisiopatologia da EHP envolve a hipertrofia e hiperplasia da camada muscular circular do piloro, resultando em um canal pilórico estreito e alongado que impede a passagem do alimento para o duodeno. Os vômitos são tipicamente não biliosos e em jato. O pâncreas anular resulta de um desenvolvimento embrionário anormal do pâncreas, onde um anel de tecido pancreático envolve o duodeno, causando compressão extrínseca. A ultrassonografia de abdome superior é o método de imagem de escolha para o diagnóstico, sendo não invasiva e altamente sensível e específica para a EHP, mostrando o espessamento e alongamento do piloro. Para o pâncreas anular, a USG pode mostrar a dilatação gástrica e duodenal proximal à obstrução. O tratamento da EHP é cirúrgico, com a piloromiotomia de Ramstedt, que é curativa. O pâncreas anular também requer correção cirúrgica, geralmente uma duodeno-duodenostomia ou gastrojejunostomia para desviar o fluxo alimentar. O prognóstico de ambas as condições é excelente com o diagnóstico e tratamento oportunos. É fundamental que residentes e estudantes de medicina estejam aptos a reconhecer os sinais clínicos e a solicitar os exames de imagem apropriados para garantir a melhor assistência a esses pacientes pediátricos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos da estenose hipertrófica do piloro em lactentes?

Vômitos não biliosos, em jato, que se tornam progressivamente mais frequentes e intensos, levando à desidratação e perda de peso. Pode-se palpar uma "oliva pilórica" no abdome.

Como a USG diagnostica a estenose hipertrófica do piloro?

A USG revela espessamento da parede do piloro (>3-4 mm), alongamento do canal pilórico (>15-17 mm) e diâmetro pilórico total aumentado, com ausência de passagem de conteúdo gástrico.

O que é o pâncreas anular e como ele causa vômitos?

Pâncreas anular é uma anomalia congênita rara onde o tecido pancreático circunda completamente a segunda porção do duodeno, causando obstrução parcial ou completa e, consequentemente, vômitos biliosos ou não biliosos.

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