IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2025
Lactente do sexo masculino, de 5 semanas de vida, está internado por baixo ganho de peso e vômitos frequentes. A mãe relata que o lactente apresenta distensão abdominal após as amamentações, seguida de vômitos não-biliosos há uma semana. Ao exame físico, o lactente encontra-se desidratado, com abdome globoso, flácido e sem sinais de irritação peritoneal. Foi realizada a ultrassonografia do abdome superior ilustrada a seguir: Qual é o tratamento indicado para este paciente?
Lactente + Vômitos não biliosos em jato + Oliva pilórica = Piloromiotomia.
A Estenose Hipertrófica de Piloro causa obstrução do esvaziamento gástrico em lactentes. O tratamento definitivo é cirúrgico (piloromiotomia), mas a estabilização metabólica prévia é crucial.
A Estenose Hipertrófica de Piloro (EHP) é uma das causas mais comuns de cirurgia abdominal no período neonatal. A fisiopatologia envolve a hipertrofia e hiperplasia das camadas musculares circular e longitudinal do piloro, levando ao estreitamento progressivo do lúmen gástrico distal. O diagnóstico é eminentemente clínico, reforçado pela palpação da 'oliva pilórica' no hipocôndrio direito, embora a ultrassonografia tenha se tornado a ferramenta confirmatória padrão. O manejo pré-operatório é fundamental: deve-se focar na reidratação vigorosa e na correção da alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica. A cirurgia não é uma emergência médica, mas sim uma urgência que deve aguardar a estabilização do meio interno. A técnica de Fredet-Ramstedt apresenta excelentes resultados, com retorno rápido à alimentação oral e baixa taxa de complicações, como perfuração de mucosa ou estenose persistente.
O perfil clássico é um lactente, geralmente primogênito do sexo masculino, entre a 2ª e 6ª semana de vida, que apresenta vômitos não biliosos, em jato, logo após as mamadas. O paciente mantém a fome ('fome voraz') e evolui com desidratação, perda de peso e alcalose metabólica hipoclorêmica devido à perda de ácido clorídrico no vômito.
A ultrassonografia é o padrão-ouro. Os critérios diagnósticos incluem uma espessura do músculo pilórico ≥ 3 mm (ou 4 mm em alguns protocolos) e um comprimento do canal pilórico ≥ 14-17 mm. A imagem clássica mostra o sinal do 'alvo' ou 'rosquinha' em corte transversal.
É o tratamento cirúrgico de escolha. Consiste na realização de uma incisão longitudinal na seromuscular do piloro hipertrofiado, sem abrir a mucosa gástrica, permitindo que a mucosa se hernie através da abertura e restabeleça a patência do canal pilórico. Pode ser feita por via aberta (incisão de supraumbilical) ou laparoscópica.
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