Estenose Hipertrófica de Piloro: Sinais e Diagnóstico

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2022

Enunciado

Lactente com 6 semanas de vida levado ao pronto atendimento devido a vômitos não biliosos, em jato, pós mamadas há 1 semana. Segue com apetite voraz, solicitando mamadas frequentes. Mãe nega febre, prostração ou diarreia. Relata fraldas mais secas desde ontem. Levado ao pediatra há 4 dias, que diagnosticou doença do refluxo gastroesofágico. Na ocasião do exame, estava pesando 4400g. Nasceu com 39 semanas de idade gestacional, peso ao nascimento 3200g. Pré-natal de risco habitual, sem intercorrências. Parto vaginal, Apgar 9/10, alta da maternidade no segundo dia de vida. Está em aleitamento materno exclusivo desde então. Ao exame: Peso 4100g. Lactente ativo, desidratação moderada, pulsos periféricos cheios e perfusão capilar periférica de 3 segundos. Abdome normotenso, ausência de visceromegalias, palpada massa no quadrante superior direito do abdome.Em relação ao diagnóstico mais provável, marque a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Má rotação intestinal com volvo.
  2. B) Atresia duodenal.
  3. C) Intussuscepção intestinal.
  4. D) Estenose hipertrófica do piloro.
  5. E) Fístula traqueo-esofágica.

Pérola Clínica

Lactente 6 semanas, vômitos em jato não biliosos, apetite voraz, massa palpável em QSD → Estenose Hipertrófica de Piloro.

Resumo-Chave

A estenose hipertrófica de piloro é caracterizada por vômitos em jato não biliosos em lactentes jovens, frequentemente acompanhados de apetite voraz e perda de peso. A palpação da 'oliva pilórica' no quadrante superior direito do abdome é um sinal patognomônico, embora nem sempre presente.

Contexto Educacional

A estenose hipertrófica de piloro é uma condição pediátrica comum que causa obstrução da saída gástrica em lactentes, geralmente entre 3 e 6 semanas de vida. É caracterizada pelo espessamento do músculo pilórico, impedindo a passagem do alimento para o duodeno. A apresentação clínica é crucial para o diagnóstico, que muitas vezes é inicialmente confundido com refluxo gastroesofágico. Os sintomas típicos incluem vômitos em jato, não biliosos, que ocorrem logo após as mamadas, apesar de um apetite voraz. A progressão leva à desidratação e perda de peso. O exame físico pode revelar ondas peristálticas visíveis no abdome superior e, mais caracteristicamente, a palpação de uma massa firme e móvel (a 'oliva pilórica') no quadrante superior direito do abdome. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia abdominal, que demonstra o piloro espessado e alongado. O tratamento é cirúrgico, a piloromiotomia de Ramstedt, que é curativa. Antes da cirurgia, a correção da desidratação e dos distúrbios eletrolíticos é fundamental para garantir a segurança do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da estenose hipertrófica de piloro?

Os sintomas incluem vômitos em jato, não biliosos, que ocorrem após as mamadas, e um apetite voraz. O lactente pode apresentar perda de peso, desidratação e, em alguns casos, uma massa palpável no quadrante superior direito do abdome, conhecida como 'oliva pilórica'.

Como diferenciar estenose de piloro de refluxo gastroesofágico?

A estenose de piloro se diferencia do refluxo gastroesofágico (RGE) pelos vômitos em jato mais intensos, progressivos, não biliosos, associados à perda de peso e, frequentemente, à presença da oliva pilórica. O RGE geralmente causa regurgitações menos vigorosas e o ganho de peso é mantido.

O que é a 'oliva pilórica' e sua importância diagnóstica?

A 'oliva pilórica' é a massa palpável no quadrante superior direito do abdome, resultante do espessamento do músculo pilórico. Sua palpação é um sinal patognomônico da estenose hipertrófica de piloro, confirmando o diagnóstico clínico antes mesmo da ultrassonografia.

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