Estenose Hipertrófica do Piloro: Diagnóstico e Manejo Cirúrgico

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2023

Enunciado

Gabriel, com 1 mês e 20 dias de vida, em uso exclusivo de leite materno, é levado à emergência pediátrica devido a vômitos recorrentes. De acordo com sua mãe, o quadro iniciou por volta da 3ª semana de vida, com vômitos pós-alimentares, não biliosos, em jato. Exame físico: paciente pesando 2,5 kg (PN: 3,3 kg), desidratado, pálido. No abdômen, palpa-se tumoração arredondada no epigástrio/HCD. Tanner G1/P1. Assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) O diagnóstico é de Estenose Hipertrófica do Piloro. Os distúrbios hidroeletrolíticos esperados são: Acidose Metabólica, Hipercalemia e Hipocloremia. 
  2. B) O diagnóstico é de Hiperplasia Congênita de Suprarrenal, pois o paciente tem Tanner incompatível com sua faixa etária.
  3. C) O diagnóstico é de APLV através do leite materno, e a dieta de exclusão deverá ser iniciada pela mãe de Gabriel.
  4. D) O diagnóstico é de Estenose Hipertrófica do Piloro e, após estabilização clínica, o paciente deverá ser encaminhado para Piloromiotomia.
  5. E) O diagnóstico é de Estenose Hipertrófica do Piloro. Os distúrbios hidroeletrolíticos esperados são: Alcalose Metabólica, Hipocalemia e Hipercloremia.

Pérola Clínica

Estenose Hipertrófica do Piloro: vômitos em jato não biliosos, massa epigástrica, alcalose metabólica hipoclorêmica.

Resumo-Chave

A Estenose Hipertrófica do Piloro (EHP) é uma causa comum de vômitos em jato não biliosos em lactentes jovens, tipicamente entre 3 e 6 semanas de vida. A palpação de uma massa pilórica ('oliva') no epigástrio é patognomônica. Os vômitos persistentes levam a distúrbios hidroeletrolíticos característicos, como alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalemia.

Contexto Educacional

A Estenose Hipertrófica do Piloro (EHP) é uma das causas mais comuns de obstrução gástrica em lactentes, caracterizada pelo espessamento hipertrófico da camada muscular do piloro, que impede a passagem do alimento para o duodeno. Geralmente se manifesta entre a 3ª e 6ª semana de vida, sendo mais comum em meninos primogênitos. A suspeita clínica é crucial para o diagnóstico precoce. Clinicamente, a EHP se apresenta com vômitos em jato, não biliosos, que ocorrem após as mamadas e progridem em frequência e intensidade. A palpação de uma massa firme e móvel, semelhante a uma 'oliva', no epigástrio ou quadrante superior direito é patognomônica. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico, medindo a espessura e o comprimento do piloro. Os vômitos persistentes levam a desidratação e distúrbios hidroeletrolíticos característicos: alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalemia. A correção desses distúrbios é prioritária antes da cirurgia. O tratamento definitivo é a piloromiotomia, um procedimento cirúrgico que alivia a obstrução e tem um excelente prognóstico quando realizado após a estabilização clínica do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da estenose hipertrófica do piloro em lactentes?

Os sinais incluem vômitos pós-alimentares em jato, não biliosos, que se iniciam entre 3 e 6 semanas de vida, desidratação, perda de peso e, em alguns casos, a palpação de uma massa em forma de oliva no epigástrio.

Quais distúrbios hidroeletrolíticos são esperados em um paciente com estenose hipertrófica do piloro?

Os vômitos persistentes de conteúdo gástrico levam à perda de ácido clorídrico, resultando em alcalose metabólica hipoclorêmica e, frequentemente, hipocalemia secundária à tentativa de compensação renal.

Qual é o tratamento definitivo para a estenose hipertrófica do piloro?

O tratamento definitivo é cirúrgico, através da piloromiotomia (procedimento de Ramstedt), que consiste na incisão longitudinal da camada muscular do piloro, preservando a mucosa, para aliviar a obstrução.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo