UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Menino, 60 dias de vida, é trazido para consulta de puericultura. A mãe refere que há cinco dias o filho está irritado, mamando mais vezes, com aumento das regurgitações e parece estar sempre com fome. Relata diminuição da diurese e das evacuações. Antecedentes pessoais: aleitamento materno exclusivo com bom ganho ponderal até a última consulta. Exame físico: ganho ponderal de 10g/dia no último mês, com altura e perímetro cefálico dentro do esperado; corado, hidratado, irritado; abdome: distendido. Durante o exame, quando mamou, regurgitou rapidamente. A CONDUTA É:
Lactente 2-8 semanas, vômitos em jato pós-prandiais, "fome" após vomitar, desidratação, baixo ganho ponderal → EHPI. USG abdome é diagnóstico.
O quadro clínico de um lactente de 60 dias (2 meses) com irritabilidade, aumento das regurgitações que parecem ser vômitos em jato, "fome" persistente, baixo ganho ponderal (10g/dia é insuficiente para essa idade), desidratação (diminuição de diurese e evacuações) e abdome distendido é altamente sugestivo de Estenose Hipertrófica do Piloro (EHPI). A ultrassonografia de abdome é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico.
A Estenose Hipertrófica do Piloro (EHPI) é uma das causas mais comuns de obstrução gástrica em lactentes, tipicamente manifestando-se entre 2 e 8 semanas de vida. Caracteriza-se por hipertrofia do músculo pilórico, que leva a um estreitamento do canal e impede a passagem do alimento para o duodeno. Os sintomas clássicos incluem vômitos em jato, não biliares, que ocorrem logo após as mamadas, e o lactente permanece com fome e irritado. A fisiopatologia envolve uma combinação de fatores genéticos e ambientais, resultando na hipertrofia da camada muscular circular do piloro. Clinicamente, além dos vômitos, pode-se observar desidratação, perda de peso ou baixo ganho ponderal, e, em casos avançados, alcalose metabólica hipoclorêmica devido à perda de ácido clorídrico. O exame físico pode revelar uma "oliva pilórica" palpável no epigástrio, embora nem sempre seja fácil de identificar. O diagnóstico é confirmado pela ultrassonografia abdominal, que mede a espessura da parede muscular do piloro e o comprimento do canal pilórico. Uma vez diagnosticada, a EHPI é uma condição cirúrgica, e o tratamento definitivo é a piloromiotomia de Ramstedt. Antes da cirurgia, é crucial estabilizar o paciente, corrigindo a desidratação e os distúrbios eletrolíticos.
Os sintomas incluem vômitos em jato não biliares, geralmente entre 2 e 8 semanas de vida, após as mamadas, com o lactente permanecendo com fome. Pode haver desidratação, perda de peso e alcalose metabólica.
A ultrassonografia de abdome é o exame de escolha, que demonstra o espessamento e alongamento do piloro, além de um canal pilórico estreitado.
A conduta inicial envolve a estabilização do paciente com correção da desidratação e dos distúrbios eletrolíticos (especialmente alcalose metabólica), seguida da confirmação diagnóstica por ultrassonografia e encaminhamento para piloromiotomia.
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