HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2024
Uma mãe traz seu filho de 5 semanas ao consultório, preocupada com episódios repetidos de vômitos que parecem "jatos". Ao exame físico, é palpada uma massa oliveira na região epigástrica. Qual é o diagnóstico mais provável para este bebê?
Bebê <3 meses + vômitos em jato + massa 'oliva' epigástrica = Estenose Hipertrófica de Piloro. Diagnóstico clínico e ultrassonográfico.
A estenose hipertrófica de piloro é uma causa comum de vômitos não biliosos em jato em lactentes jovens, geralmente entre 2 e 8 semanas de vida. A presença de uma massa palpável em 'oliva' na região epigástrica é um achado clássico que, combinado com os vômitos, torna o diagnóstico altamente provável.
A estenose hipertrófica de piloro é uma condição pediátrica comum que afeta lactentes jovens, caracterizada pelo espessamento do músculo pilórico, que impede a passagem do alimento do estômago para o duodeno. É mais frequente em meninos, primogênitos e tem uma incidência de 1 a 3 por 1000 nascidos vivos. A importância clínica reside na necessidade de diagnóstico e tratamento precoces para evitar desidratação grave e desequilíbrios eletrolíticos. A fisiopatologia envolve a hipertrofia e hiperplasia das camadas musculares circular e longitudinal do piloro, resultando em um canal pilórico estreito e alongado. Os sintomas geralmente se manifestam entre a 2ª e 8ª semana de vida, com vômitos progressivos, não biliosos e em jato, que ocorrem logo após as mamadas. A palpação de uma massa firme, móvel e em forma de 'oliva' na região epigástrica é um sinal clássico. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia abdominal, que mede a espessura e o comprimento do piloro. O tratamento da estenose hipertrófica de piloro é cirúrgico, através da piloromiotomia de Ramstedt. Antes da cirurgia, é crucial a estabilização do paciente, corrigindo a desidratação e os distúrbios eletrolíticos, especialmente a alcalose metabólica hipoclorêmica. O prognóstico pós-cirúrgico é excelente, com resolução completa dos sintomas. É fundamental que residentes saibam diferenciar esta condição de outras causas de vômitos em lactentes, como refluxo gastroesofágico ou alergia alimentar, para garantir o manejo adequado e oportuno.
Os sintomas clássicos incluem vômitos não biliosos, em jato, que geralmente começam entre 2 e 8 semanas de vida. O bebê pode apresentar desidratação, perda de peso e, em casos avançados, alcalose metabólica hipoclorêmica. A fome persistente após o vômito é comum.
O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas e na palpação da massa 'oliva' no epigástrio. A ultrassonografia abdominal é o exame de confirmação, mostrando o espessamento e alongamento do piloro. Exames laboratoriais podem revelar alcalose metabólica hipoclorêmica.
O tratamento é cirúrgico e consiste na piloromiotomia de Ramstedt, um procedimento que envolve a incisão longitudinal da camada muscular do piloro, sem perfurar a mucosa, para aliviar a obstrução. Antes da cirurgia, é fundamental corrigir qualquer desidratação e distúrbio eletrolítico.
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