Estenose Hipertrófica de Piloro: Diagnóstico e Sinais

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2020

Enunciado

Qual a hipótese diagnóstica e exame complementar indicado para avaliar um lactente de 4 semanas com história de perda ponderal, vômitos pós-alimentares em jato e presença de ondas de Kussmaul no exame físico.

Alternativas

  1. A) Estenose hipertrófica de piloro e endoscopia digestiva alta.
  2. B) Estenose hipertrófica de piloro e ultrassom de abdome.
  3. C) Atresia parcial de esôfago e Rx contrastado.
  4. D) Atresia completa de esôfago e seriografia.
  5. E) Doença do refluxo gastroesofágico e Rx contrastado.

Pérola Clínica

Lactente < 2 meses com vômitos em jato e perda ponderal → Estenose Hipertrófica de Piloro, USG de abdome é o padrão ouro.

Resumo-Chave

A estenose hipertrófica de piloro (EHP) é a principal hipótese diagnóstica para um lactente de 4 semanas com vômitos pós-alimentares em jato e perda ponderal. O exame de escolha para confirmar o diagnóstico é a ultrassonografia de abdome, que visualiza o piloro espessado e alongado.

Contexto Educacional

A estenose hipertrófica de piloro (EHP) é uma das causas mais comuns de obstrução do trato gastrointestinal superior em lactentes, tipicamente manifestando-se entre 2 e 8 semanas de vida. É caracterizada por uma hipertrofia e hiperplasia da camada muscular do piloro, resultando em um estreitamento progressivo do lúmen e obstrução da saída gástrica. A etiologia exata é desconhecida, mas fatores genéticos e ambientais são implicados. O quadro clínico clássico inclui vômitos não biliares, pós-alimentares e em jato, que se tornam mais frequentes e intensos com o tempo. A perda ponderal, desidratação e alcalose metabólica hipoclorêmica são complicações comuns. No exame físico, pode-se palpar uma massa em forma de 'oliva' no epigástrio ou observar ondas peristálticas visíveis no abdome superior antes do vômito. A menção de 'ondas de Kussmaul' na questão é provavelmente um equívoco, referindo-se às ondas peristálticas ou a um sinal de acidose metabólica secundária à desidratação grave, embora a alcalose seja mais comum na EHP. O diagnóstico é confirmado pela ultrassonografia de abdome, que demonstra o piloro espessado e alongado. O tratamento definitivo é cirúrgico, por meio da piloromiotomia de Ramstedt, que consiste na incisão longitudinal da camada muscular do piloro, aliviando a obstrução. Residentes devem estar aptos a reconhecer rapidamente os sinais e sintomas da EHP e solicitar o exame diagnóstico adequado para garantir um tratamento oportuno e evitar complicações graves.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da estenose hipertrófica de piloro em lactentes?

Os sinais clássicos incluem vômitos não biliares em jato, que geralmente começam entre 2 e 8 semanas de vida, perda ponderal ou falha no ganho de peso, desidratação e, em alguns casos, a palpação de uma massa em forma de 'oliva' no epigástrio ou a visualização de ondas peristálticas gástricas.

Por que a ultrassonografia de abdome é o exame de escolha para diagnosticar estenose hipertrófica de piloro?

A ultrassonografia de abdome é o padrão ouro para o diagnóstico de EHP por ser não invasiva, não utilizar radiação e permitir a medição direta da espessura da parede do piloro e do comprimento do canal pilórico, que são os critérios diagnósticos.

Qual a fisiopatologia da estenose hipertrófica de piloro?

A EHP é causada por uma hipertrofia e hiperplasia da camada muscular circular do piloro, resultando em um estreitamento do canal pilórico que impede a passagem do alimento do estômago para o duodeno. Isso leva à distensão gástrica e aos vômitos em jato.

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