Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2026
Recém-nascido de 20 dias é levado à consulta com queixa de vômitos após todas as mamadas, sem sangue ou bile, mas com perda de peso. ao exame: irritado, fontanela anterior deprimida e turgor diminuído. Qual é a conduta prioritária?
RN + Vômitos não biliosos + Desidratação → Internação + Hidratação + Investigação de EHP.
Sinais de desidratação grave em lactentes com vômitos persistentes exigem estabilização hemodinâmica imediata antes de qualquer investigação diagnóstica definitiva.
O manejo de vômitos no período neonatal exige discernimento entre causas funcionais e obstrutivas. A Estenose Hipertrófica de Piloro é a causa cirúrgica mais comum de vômitos nessa faixa etária. A perda de ácido clorídrico pelo vômito gástrico persistente resulta em uma alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica característica. A conduta prioritária é a internação para ressuscitação volêmica. A desidratação em recém-nascidos é uma emergência médica devido à baixa reserva funcional. Após a estabilização clínica e laboratorial, o tratamento definitivo é a piloromiotomia de Fredet-Ramstedt, que apresenta excelentes resultados e baixa morbidade quando realizada em pacientes metabolicamente estáveis.
A principal suspeita é a Estenose Hipertrófica de Piloro (EHP), que se manifesta tipicamente entre a 2ª e 8ª semana de vida com vômitos pós-prandiais imediatos, em jato e não biliosos, levando rapidamente à desidratação e perda ponderal.
O paciente apresenta sinais clássicos de desidratação (fontanela deprimida, turgor diminuído). A prioridade absoluta é a estabilização hemodinâmica e a correção de distúrbios hidroeletrolíticos, como a alcalose metabólica hipoclorêmica, antes de procedimentos diagnósticos ou cirúrgicos.
A ultrassonografia de abdome é o exame de escolha, permitindo medir a espessura e o comprimento do canal pilórico. Clinicamente, a palpação da 'oliva pilórica' é um sinal patognomônico, embora difícil de detectar em pacientes muito irritados ou com distensão gástrica.
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