Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025
Lactente de 6 semanas apresenta-se com vômitos persistentes após todas as mamadas nas últimas 48 horas, com leve desconforto abdominal e irritabilidade. Ao exame físico, nota-se massa palpável em epigástrio e sinais de desidratação leve. O diagnóstico mais provável é:
Lactente 2-8 sem + vômitos não biliares em jato + massa epigástrica = Estenose Hipertrófica do Piloro.
A estenose hipertrófica do piloro é uma causa comum de vômitos não biliares em jato em lactentes jovens (2-8 semanas). A presença de uma massa palpável em epigástrio ("oliva pilórica") e sinais de desidratação são achados clássicos que confirmam o diagnóstico clínico.
A Estenose Hipertrófica do Piloro (EHP) é uma condição comum em lactentes, caracterizada pelo espessamento do músculo pilórico, que obstrui a saída gástrica. Afeta tipicamente bebês entre 2 e 8 semanas de vida, com uma incidência de 2-4 por 1000 nascidos vivos, sendo mais comum em meninos e primogênitos. É uma causa importante de vômitos e desidratação em neonatos. A fisiopatologia envolve a hipertrofia e hiperplasia das camadas musculares circular e longitudinal do piloro, resultando em um canal pilórico estreito e alongado. Clinicamente, manifesta-se por vômitos não biliares, progressivos e em jato, que ocorrem após as mamadas. O exame físico pode revelar uma massa palpável em epigástrio (oliva pilórica) e sinais de desidratação. A ultrassonografia abdominal é o método diagnóstico de escolha, demonstrando o espessamento pilórico. O tratamento da EHP é cirúrgico, através da piloromiotomia de Ramstedt, que consiste na incisão longitudinal da camada muscular do piloro, sem perfurar a mucosa. Antes da cirurgia, é crucial corrigir a desidratação e os distúrbios eletrolíticos (especialmente a alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica) para garantir a segurança do procedimento. O prognóstico pós-cirúrgico é excelente.
Os sinais clássicos incluem vômitos não biliares em jato, que geralmente começam entre 2 e 8 semanas de vida, e a palpação de uma massa em forma de oliva no epigástrio.
A ultrassonografia abdominal é o exame de escolha, mostrando um espessamento da parede do piloro (>3-4 mm) e um comprimento pilórico aumentado (>15-17 mm).
A principal alteração é a alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica, devido à perda de ácido clorídrico e potássio pelos vômitos persistentes.
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