AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2021
Recém-nascido do sexo masculino é trazido pela mãe para consulta, com história de vômitos logo após as mamadas, em jato, desde as primeiras 24 horas de vida, mesmo adotando medidas posturais adequadas. Após o vômito, o RN manifesta vontade de mamar novamente. A mãe nega que a criança apresente outros sintomas até o momento. Em aleitamento materno exclusivo desde o nascimento. Ao exame físico, apresentava desidratação leve, abdome distendido com aumento do peristaltismo e à palpação do epigastro, pode-se identificar uma massa muscular hipertrófica (oliva). Considerando a hipótese diagnóstica de estenose hipertrófica de piloro, o RN foi submetido à ultrassonografia de abdome, que revelou espessura do músculo do piloro de 0,6 cm e comprimento do canal do piloro de 2,4 cm. Considerando o caso apresentado acima, indique a conduta correta:
Estenose pilórica: vômitos em jato, oliva palpável, USG diagnóstica → piloromiotomia após estabilização.
A estenose hipertrófica de piloro é uma emergência cirúrgica pediátrica caracterizada por vômitos em jato não biliares e uma massa palpável (oliva) no epigástrio. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia, e o tratamento definitivo é a piloromiotomia, mas a correção dos distúrbios hidroeletrolíticos precede a cirurgia.
A estenose hipertrófica de piloro é uma condição pediátrica comum que afeta principalmente recém-nascidos do sexo masculino, geralmente entre 2 e 8 semanas de vida, embora possa ocorrer desde as primeiras 24 horas. Caracteriza-se por uma hipertrofia do músculo pilórico, que obstrui a saída gástrica. A importância clínica reside na rápida progressão para desidratação e distúrbios hidroeletrolíticos se não tratada. A fisiopatologia envolve o espessamento do músculo circular do piloro, impedindo a passagem do alimento para o duodeno. Os sintomas típicos são vômitos em jato, não biliares, que ocorrem após as mamadas e levam à fome persistente. Ao exame físico, pode-se palpar uma massa firme e móvel no epigástrio, conhecida como "oliva pilórica", e observar ondas peristálticas visíveis. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia abdominal, que mede a espessura e o comprimento do piloro, com valores de corte específicos para a condição. O tratamento é cirúrgico e consiste na piloromiotomia de Ramstedt, que é a incisão longitudinal do músculo pilórico hipertrofiado, sem perfurar a mucosa. Antes da cirurgia, é crucial corrigir os distúrbios hidroeletrolíticos, especialmente a alcalose metabólica hipoclorêmica e a desidratação, para garantir a segurança do procedimento. O prognóstico pós-cirúrgico é excelente, com resolução completa dos sintomas.
Os sinais clássicos incluem vômitos em jato, não biliares, que ocorrem logo após as mamadas, e a criança geralmente manifesta fome novamente. Pode haver desidratação, perda de peso e, ao exame físico, uma massa palpável (oliva) no epigástrio.
O diagnóstico é fortemente sugerido pela história clínica e exame físico. A confirmação é feita por ultrassonografia abdominal, que revela espessamento do músculo pilórico (geralmente > 3-4 mm) e alongamento do canal pilórico (geralmente > 14-17 mm).
A conduta inicial envolve a correção dos distúrbios hidroeletrolíticos (especialmente alcalose metabólica hipoclorêmica e desidratação). Após a estabilização, o tratamento definitivo e curativo é a piloromiotomia de Ramstedt, um procedimento cirúrgico.
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