Estenose de Piloro: Manejo Inicial da Desidratação Pediátrica

PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2024

Enunciado

Um menino de 6 anos de idade tem história de 6 dias de vômitos, agitação intermitente, períodos em que fica inconsolável e perda de peso de 0,3 kg. Ao exame sua fontanela anterior se encontra achatada e suas membranas mucosas estão secas. O exame abdominal não demonstra nada digno de nota. Os dados laboratoriais são os seguintes: Na = 130; CI = 87; CO = 30. Uma ultrassonografia do abdome revela piloro de 3,5mm x 12mm. É CORRETO afirmar que a próxima providência mais apropriada no tratamento dessa criança é:

Alternativas

  1. A) Uma piloromiotomia.
  2. B) O monitoramento do pH esofágico.
  3. C) Iniciar a terapia por inibidores da bomba de prótons.
  4. D) Iniciar a reposição líquida intravenosa.

Pérola Clínica

Estenose pilórica → vômitos não biliosos, desidratação, alcalose metabólica hipoclorêmica. Corrigir desidratação/eletrólitos ANTES da cirurgia.

Resumo-Chave

A estenose hipertrófica do piloro é uma causa comum de vômitos não biliosos em lactentes, levando a desidratação e alcalose metabólica hipoclorêmica. Embora a piloromiotomia seja o tratamento definitivo, a correção da desidratação e dos distúrbios eletrolíticos é a prioridade imediata para estabilizar o paciente antes de qualquer intervenção cirúrgica. Os achados clínicos e laboratoriais indicam desidratação significativa.

Contexto Educacional

A estenose hipertrófica do piloro é uma condição pediátrica comum, caracterizada pelo espessamento do músculo pilórico, que obstrui a saída gástrica. Manifesta-se tipicamente entre 2 e 8 semanas de vida com vômitos não biliosos, em jato e progressivos, levando a desidratação e distúrbios eletrolíticos. Embora a questão apresente um menino de 6 anos, o quadro clínico descrito é clássico de estenose de piloro, e a idade pode ser um erro na questão ou uma apresentação atípica, mas o foco é o manejo da desidratação. O diagnóstico é fortemente sugerido pela história clínica e exame físico, que pode revelar uma massa palpável no epigástrio ("oliva pilórica"). A ultrassonografia abdominal é o método diagnóstico de escolha, confirmando o espessamento e alongamento do piloro (no caso, 3,5mm x 12mm são medidas sugestivas). Os vômitos persistentes resultam em perda de ácido clorídrico, levando à alcalose metabólica hipoclorêmica, que é um achado laboratorial característico. O tratamento definitivo é cirúrgico (piloromiotomia de Ramstedt). No entanto, a correção da desidratação e dos distúrbios eletrolíticos é a prioridade absoluta antes da cirurgia. A reposição líquida intravenosa com solução salina isotônica (0,9% NaCl) é essencial para restaurar o volume intravascular e corrigir a alcalose metabólica e a hipocloremia, garantindo a segurança do paciente durante o procedimento anestésico-cirúrgico.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de desidratação em crianças com estenose de piloro?

Sinais incluem fontanela anterior deprimida (achatada), membranas mucosas secas, diminuição da turgência da pele, olhos encovados, letargia e perda de peso.

Por que a reposição líquida intravenosa é a primeira providência na estenose de piloro?

A reposição líquida intravenosa é crucial para corrigir a desidratação e os distúrbios eletrolíticos (especialmente a alcalose metabólica hipoclorêmica) antes da cirurgia, otimizando as condições do paciente e reduzindo riscos.

Qual o distúrbio hidroeletrolítico mais comum na estenose de piloro?

O distúrbio mais comum é a alcalose metabólica hipoclorêmica, resultante da perda de ácido clorídrico e potássio pelos vômitos persistentes.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo