Eritromicina em Neonatos: Risco de Estenose Hipertrófica do Piloro

SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2015

Enunciado

Ao atender uma criança de três dias de vida, com conjuntivite por provável Clamídia, o médico prescreve eritromicina oral. Após duas semanas, a criança necessita fazer uma cirurgia por um possível efeito adverso desse antibiótico nessa faixa de idade. Assinale a alternativa que contém a condição sugerida nesse caso?

Alternativas

  1. A) Estenose hipertrófica do piloro.
  2. B) Intussuscepção intestinal.
  3. C) Divertículo de Meckel.
  4. D) Má rotação intestinal.

Pérola Clínica

Eritromicina em neonatos/lactentes <1 mês → risco ↑ estenose hipertrófica do piloro.

Resumo-Chave

A eritromicina, um antibiótico macrolídeo, é um fator de risco bem estabelecido para o desenvolvimento de estenose hipertrófica do piloro em neonatos e lactentes jovens, especialmente quando administrada nas primeiras semanas de vida.

Contexto Educacional

A conjuntivite neonatal por Chlamydia trachomatis é uma infecção comum que requer tratamento sistêmico para prevenir complicações como pneumonia. A eritromicina oral é o tratamento de escolha, mas seu uso em neonatos e lactentes jovens é associado a um risco aumentado de estenose hipertrófica do piloro (EHP). Este é um ponto crítico para o residente, pois a EHP é uma emergência cirúrgica pediátrica. A estenose hipertrófica do piloro é caracterizada pelo espessamento do músculo pilórico, que obstrui a saída gástrica. Os sintomas clássicos incluem vômitos em jato, não biliosos, que geralmente começam entre 2 e 8 semanas de vida. A suspeita clínica deve ser alta em qualquer lactente que desenvolva vômitos progressivos após o uso de eritromicina. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia abdominal, que demonstra o espessamento do piloro. O tratamento da EHP é cirúrgico, através de uma piloromiotomia, que tem excelente prognóstico. É fundamental que o médico esteja ciente desse efeito adverso para monitorar os pacientes e diagnosticar precocemente a condição, evitando complicações como desidratação e distúrbios eletrolíticos. A escolha da eritromicina para conjuntivite clamidiana é ponderada pelo benefício de tratar a infecção sistêmica, apesar do risco gastrointestinal.

Perguntas Frequentes

Qual o principal efeito adverso da eritromicina em neonatos?

O principal efeito adverso da eritromicina em neonatos e lactentes jovens é o aumento do risco de estenose hipertrófica do piloro, especialmente se administrada nas primeiras semanas de vida. Este risco é maior em crianças com menos de um mês de idade.

Como se manifesta a estenose hipertrófica do piloro?

A estenose hipertrófica do piloro manifesta-se tipicamente entre 2 e 8 semanas de vida com vômitos em jato, não biliosos, que ocorrem após as mamadas. Pode levar à desidratação, perda de peso e alcalose metabólica hipoclorêmica.

Qual o tratamento para conjuntivite neonatal por Clamídia?

O tratamento para conjuntivite neonatal por Clamídia é a eritromicina oral, apesar do risco de estenose hipertrófica do piloro. A escolha se deve à sua eficácia contra a Chlamydia trachomatis e à necessidade de tratar a infecção sistêmica para prevenir complicações como pneumonia.

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