HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2024
Um paciente de 23 anos, submetido a uma cirurgia para tratamento do refluxo gastroesofágico, iniciou queixa de disfagia persistente e regurgitação após 30 dias do procedimento. Qual das seguintes complicações pós-operatórias é mais provável estar associada a esse quadro clínico?
Disfagia persistente + regurgitação pós-fundoplicatura → suspeitar estenose esofágica.
A estenose esofágica é uma complicação tardia da cirurgia anti-refluxo, como a fundoplicatura, manifestando-se com disfagia progressiva e regurgitação. É causada por fibrose e cicatrização excessiva na área da anastomose ou do envoltório.
A cirurgia para tratamento do refluxo gastroesofágico, como a fundoplicatura, é um procedimento comum, mas pode estar associada a complicações. A estenose esofágica é uma complicação tardia importante, caracterizada pelo estreitamento do esôfago, geralmente na junção esofagogástrica ou no local do envoltório. Sua incidência varia, mas é crucial para o residente reconhecer seus sinais. A fisiopatologia envolve a cicatrização excessiva e fibrose na área da cirurgia, levando a um estreitamento luminal. Clinicamente, manifesta-se por disfagia progressiva para sólidos e líquidos, regurgitação e, por vezes, dor torácica. O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta, que permite a visualização direta e a avaliação da gravidade da estenose. O manejo primário da estenose esofágica benigna pós-fundoplicatura é a dilatação endoscópica. Em casos refratários, outras opções como injeção de corticoides, colocação de stents ou, raramente, reoperação podem ser consideradas. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são fundamentais para melhorar a qualidade de vida do paciente e prevenir complicações nutricionais.
Os principais sintomas incluem disfagia persistente (dificuldade para engolir), regurgitação de alimentos não digeridos e, em casos mais avançados, perda de peso.
O diagnóstico é geralmente confirmado por endoscopia digestiva alta, que permite visualizar a estenose e, se necessário, realizar biópsias e dilatação.
O tratamento inicial para estenose esofágica benigna é a dilatação endoscópica, que pode ser repetida conforme a necessidade do paciente.
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