INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Homem de 58 anos procura atendimento devido a queixa de disfagia progressiva para alimentos sólidos iniciada há 6 meses, associada a perda de peso não intencional. Além disso, apresenta episódios frequentes de pirose e regurgitação, há vários anos, sem tratamento adequado. Endoscopia digestiva alta recente revela estenose esofágica no terço distal e sinais de esofagite crônica, com biópsias que não evidenciam malignidade. Nesse caso, a conduta inicial mais apropriada é indicar
Estenose esofágica benigna + DRGE → dilatação endoscópica + IBP.
Em estenose esofágica benigna, especialmente associada a DRGE crônica, a dilatação endoscópica alivia a disfagia e o IBP trata a causa subjacente, prevenindo recorrências.
A estenose esofágica benigna é um estreitamento do esôfago que causa disfagia, geralmente progressiva para sólidos. A causa mais comum é a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) crônica e não tratada, que leva à esofagite e fibrose. Outras causas incluem ingestão de cáusticos, radioterapia e esofagite eosinofílica. O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta, que visualiza a estenose e permite a biópsia para excluir malignidade. A disfagia é o sintoma cardinal, e a perda de peso pode ocorrer em casos avançados. O tratamento inicial para estenoses benignas é a dilatação endoscópica, que pode ser realizada com balões ou velas, para restaurar o lúmen esofágico. É crucial associar o tratamento da causa subjacente, como a prescrição de inibidores de bomba de prótons (IBP) para DRGE, a fim de prevenir a recorrência da estenose e controlar a esofagite.
A causa mais comum é a esofagite de refluxo crônica, mas também pode ser causada por ingestão de cáusticos, radioterapia, esofagite eosinofílica ou pós-cirúrgica.
A dilatação endoscópica utiliza balões ou velas para expandir o lúmen esofágico estreitado, melhorando a passagem de alimentos e aliviando a disfagia de forma mecânica.
Os IBP reduzem a produção de ácido gástrico, tratando a esofagite de refluxo subjacente e prevenindo a recorrência da estenose após a dilatação, sendo essenciais para o controle a longo prazo.
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