HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021
Sr. Marcos, masculino, 55 anos, obeso, sedentário, tabagista e hipertenso, há alguns meses apresentou quadro de lipotimia. O cardiologista ao então examiná-lo, detectara um sopro na carótida esquerda, sendo em seguida realizado um exame de ultrassonografia de vasos cervicais com Doppler (figura ilustrativa). Em relação ao estudo por imagem das carótidas de pacientes como o Sr. Marcos que apresentam histórico de hiperntensão arterial, é correto afirmar:
Estenose carotídea 70-79% ao Doppler (VPS ≥ 270 cm/s) é hemodinamicamente significativa, associada a sopro, e exige atenção clínica.
O paciente apresenta múltiplos fatores de risco para aterosclerose e sintomas neurológicos (lipotimia), além de sopro carotídeo, sugerindo estenose. A ultrassonografia com Doppler é fundamental para avaliar o grau de estenose. Estreitamentos de 70-79% são considerados hemodinamicamente significativos, com critérios bem definidos de velocidade de pico sistólico, e requerem manejo específico para prevenir eventos cerebrovasculares.
A estenose carotídea é uma condição aterosclerótica caracterizada pelo estreitamento das artérias carótidas, que são responsáveis por fornecer sangue ao cérebro. É uma causa importante de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, especialmente em pacientes com múltiplos fatores de risco cardiovascular como hipertensão, tabagismo e dislipidemia. A fisiopatologia envolve a formação de placas ateroscleróticas nas paredes das artérias carótidas, que podem crescer e causar obstrução do fluxo sanguíneo ou se romper, levando à formação de trombos e embolização para o cérebro. O diagnóstico é frequentemente suspeitado pela presença de sopro carotídeo ou sintomas neurológicos transitórios (AIT) ou permanentes. A ultrassonografia Doppler de carótidas é o método de imagem de escolha para rastreamento e avaliação do grau de estenose, utilizando critérios de velocidade de pico sistólico (VPS) para classificar a gravidade. Estenoses significativas (geralmente >70%) em pacientes sintomáticos, e em alguns assintomáticos, podem ter indicação de tratamento invasivo, como endarterectomia carotídea ou angioplastia com stent, para prevenir AVC.
Os principais fatores de risco incluem hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes mellitus, tabagismo, obesidade, sedentarismo e histórico familiar de doença aterosclerótica. O controle desses fatores é essencial na prevenção.
A ultrassonografia Doppler avalia o grau de estenose medindo a velocidade do fluxo sanguíneo na artéria carótida. Velocidades de pico sistólico (VPS) elevadas, especialmente no local da estenose, correlacionam-se com o grau de estreitamento do vaso.
Um estreitamento carotídeo de 70-79% é considerado hemodinamicamente significativo e está associado a um risco elevado de eventos cerebrovasculares isquêmicos, como AVC. Pacientes com essa condição, especialmente se sintomáticos, podem se beneficiar de intervenções como endarterectomia ou colocação de stent.
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