Estenose Carotídea: Diagnóstico por Doppler e Significado Clínico

HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Sr. Marcos, masculino, 55 anos, obeso, sedentário, tabagista e hipertenso, há alguns meses apresentou quadro de lipotimia. O cardiologista ao então examiná-lo, detectara um sopro na carótida esquerda, sendo em seguida realizado um exame de ultrassonografia de vasos cervicais com Doppler (figura ilustrativa). Em relação ao estudo por imagem das carótidas de pacientes como o Sr. Marcos que apresentam histórico de hiperntensão arterial, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) As placas ateromatosas homogêneas e regulares, sem focos hipoecogênicos ao ultrassom, apresentam maior risco de instabilidade, com maior chance de formação de ulceração, trombose e embolização.
  2. B) Os estreitamentos vasculares menores do que 49% causados por placas homogêneas são hemodinamicamente significativos e têm indicação de colocação de stent e/ou endarterectomia.
  3. C) Os pacientes hipertensos de longa data, como o sr. Marcos, apresentam ao longo dos anos uma redução difusa da espessura do complexo médio-intimal, menor do que 0,5mm, sem conformação de placas ao estudo ultrassonográfico de carótidas.
  4. D) Um estreitamento vascular carotídeo de 70%-79% ao doppler é caracterizado por aumento da velocidade do fluxo arterial no pico sistólico (igual ou maior do que 270cm/s), o que clinicamente pode ser traduzido como um sopro cervical, além de ser hemodinamicamente significativo, merecendo tal paciente maior atenção em relação a sua conduta clínica.

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