HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2022
Mulher, 75 anos, vem à consulta com história de acidente vascular encefálico confirmado por ressonância há 90 dias. Ao exame clínico, hemiplegia no hemicorpo esquerdo. O exame ecodoppler de carótidas revelou estenose de 70 a 99% na carótida interna direita e menor de 50% na esquerda. A angiotomografia confirmou estenose de cerca de 90% na carótida interna direita e 40% à esquerda. Diante do caso, qual é a melhor conduta?
Estenose carotídea sintomática >70% (pós-AVE) → endarterectomia carotídea para prevenção secundária de AVE.
Em pacientes com acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico recente e estenose sintomática da carótida interna ipsilateral de 70-99%, a endarterectomia carotídea é a conduta de escolha para prevenção secundária de novos eventos, mesmo com sequelas.
A estenose da artéria carótida, geralmente de origem aterosclerótica, é uma causa importante de acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico. A avaliação e o manejo adequados dessa condição são cruciais para a prevenção primária e secundária de eventos cerebrovasculares. A decisão de intervir cirurgicamente ou por via endovascular depende de múltiplos fatores, incluindo o grau de estenose e a presença de sintomas. Em pacientes que já sofreram um AVE isquêmico (estenose sintomática), a estenose grave da carótida interna ipsilateral (geralmente definida como 70-99% de redução do lúmen) confere um alto risco de recorrência. O diagnóstico é feito por métodos de imagem como ecodoppler de carótidas, angiotomografia ou angioressonância, que quantificam o grau de estenose. A conduta para estenose carotídea sintomática grave é a endarterectomia carotídea, que demonstrou reduzir significativamente o risco de AVE secundário em comparação com o tratamento medicamentoso otimizado. O procedimento deve ser realizado por uma equipe experiente e, idealmente, em centros com baixas taxas de complicação. O tratamento medicamentoso otimizado, incluindo antiagregantes plaquetários e estatinas, é sempre parte do manejo, independentemente da intervenção.
A endarterectomia carotídea é indicada principalmente para pacientes com AVE isquêmico recente (sintomáticos) e estenose grave da carótida interna ipsilateral (geralmente >70%), visando a prevenção secundária de novos eventos cerebrovasculares.
A estenose carotídea, causada por aterosclerose, pode levar ao AVE isquêmico por dois mecanismos principais: embolização de placas ateroscleróticas para o cérebro ou hipoperfusão cerebral devido à redução significativa do fluxo sanguíneo.
A endarterectomia é considerada mesmo com sequelas porque seu objetivo é prevenir um novo AVE, que poderia causar mais danos ou ser fatal. A presença de sequelas não anula o benefício da prevenção secundária em pacientes de alto risco.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo