UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020
Assinale a alternativa que apresenta a causa mais comum de estenose benigna das vias biliares.
Estenose benigna de vias biliares → mais comum é lesão iatrogênica pós-colecistectomia.
A estenose benigna das vias biliares é uma complicação séria, e sua causa mais frequente é a lesão iatrogênica durante procedimentos cirúrgicos, especialmente a colecistectomia laparoscópica. O reconhecimento dessa etiologia é crucial para a prevenção e o manejo adequado.
A estenose benigna das vias biliares é uma condição que pode levar a icterícia obstrutiva, colangite e cirrose biliar secundária se não tratada. Embora existam diversas causas, como pancreatite crônica, colangite esclerosante primária e trauma, a lesão iatrogênica é, de longe, a etiologia mais comum. A lesão iatrogênica ocorre predominantemente durante procedimentos cirúrgicos no trato biliar, sendo a colecistectomia laparoscópica a principal responsável. Apesar de ser uma técnica minimamente invasiva, a colecistectomia laparoscópica tem uma taxa de lesão biliar ligeiramente maior do que a cirurgia aberta, devido à visão bidimensional e à dificuldade de identificação anatômica em casos complexos. O diagnóstico da estenose biliar envolve exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética (colangiorressonância) e, frequentemente, a CPRE. O tratamento pode variar desde abordagens endoscópicas com dilatação e colocação de stents até a cirurgia de reconstrução biliar, dependendo da extensão e localização da estenose. A prevenção, através de técnica cirúrgica cuidadosa e reconhecimento de anatomia anômala, é a melhor estratégia.
Fatores de risco incluem anatomia biliar anômala, inflamação aguda grave (colecistite aguda), sangramento excessivo, inexperiência do cirurgião e falha em identificar corretamente as estruturas.
Os pacientes podem apresentar icterícia obstrutiva, dor abdominal no quadrante superior direito, colangite (febre, calafrios, icterícia) e elevação de enzimas hepáticas e bilirrubinas.
A Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) é fundamental tanto para o diagnóstico, visualizando a estenose, quanto para o tratamento, permitindo a dilatação da estenose e a colocação de stents.
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