AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2023
Paciente masculino, 73 anos, tabagista, portador de hipertensão arterial sistêmica de difícil controle, diabetes e dislipidemia, apresenta episódios frequentes de edema agudo de pulmão. O diagnóstico mais provável é:
HAS difícil controle + EAP recorrente + fatores de risco ateroscleróticos → Estenose de artéria renal.
Paciente idoso, tabagista, com HAS de difícil controle, diabetes e dislipidemia, apresentando episódios frequentes de edema agudo de pulmão, sugere fortemente estenose de artéria renal. A isquemia renal ativa o sistema renina-angiotensina-aldosterona, causando hipertensão grave e sobrecarga volêmica que pode precipitar o EAP.
A estenose de artéria renal é uma causa secundária de hipertensão arterial, responsável por uma parcela significativa dos casos de hipertensão resistente ou de difícil controle. É particularmente relevante em pacientes idosos com múltiplos fatores de risco ateroscleróticos, como tabagismo, diabetes e dislipidemia, pois a aterosclerose é a etiologia mais comum da estenose. A fisiopatologia envolve a redução do fluxo sanguíneo para um ou ambos os rins devido ao estreitamento da artéria renal. Essa isquemia renal é percebida pelo aparelho justaglomerular, que libera renina, ativando o sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA). A angiotensina II causa vasoconstrição sistêmica e a aldosterona promove retenção de sódio e água, resultando em hipertensão arterial sistêmica. A sobrecarga volêmica crônica e a disfunção endotelial podem levar a episódios de edema agudo de pulmão recorrente, mesmo na ausência de disfunção ventricular esquerda grave. O diagnóstico deve ser suspeitado em pacientes com hipertensão de difícil controle, piora da função renal inexplicável, assimetria renal ou edema agudo de pulmão recorrente. Exames como ultrassonografia Doppler renal, angiotomografia ou angiorressonância são úteis para triagem, sendo a arteriografia renal o padrão ouro para confirmação. O tratamento pode envolver controle rigoroso da pressão arterial com medicamentos, e em casos selecionados, revascularização renal por angioplastia com stent.
Sinais de alerta incluem hipertensão arterial de início súbito ou de difícil controle, piora da função renal após início de IECA/BRA, assimetria renal (>1,5 cm), sopro abdominal e edema agudo de pulmão recorrente sem causa cardíaca clara.
A estenose da artéria renal causa hipoperfusão do rim afetado, que interpreta isso como hipovolemia e ativa o sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA). A angiotensina II causa vasoconstrição e aldosterona retém sódio e água, elevando a pressão arterial.
Os exames incluem ultrassonografia Doppler de artérias renais, angiotomografia (Angio-TC) ou angiorressonância (Angio-RM) de artérias renais, e o padrão ouro, a arteriografia renal com subtração digital.
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