Estenose da Artéria Renal: Epidemiologia e Hipertensão

CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2022

Enunciado

O diagnóstico Estenose da Artéria Renal (EAR) deve sempre ser feito, mas o manuseio dessa condição ainda é muito discutido na literatura. Sendo que epidemiologicamente está correto que:

Alternativas

  1. A) A Estenose da Artéria Renal (EAR) de origem não aterosclerótica está presente em 12,5% dos pacientes hipertensos resistentes com idade acima de 50 anos.
  2. B) A Estenose da Artéria Renal (EAR) de origem aterosclerótica está presente em 12,5% dos pacientes hipertensos resistentes com idade acima de 20 anos.
  3. C) A Estenose da Artéria Renal (EAR) de origem aterosclerótica está presente em 12,5% dos pacientes hipertensos não resistentes com idade acima de 50 anos.
  4. D) A Estenose da Artéria Renal (EAR) de origem aterosclerótica está presente em 12,5% dos pacientes hipertensos resistentes com idade acima de 50 anos.

Pérola Clínica

EAR aterosclerótica → 12,5% dos hipertensos resistentes > 50 anos.

Resumo-Chave

A estenose da artéria renal (EAR) de origem aterosclerótica é a forma mais comum e deve ser suspeitada em pacientes com hipertensão resistente, especialmente aqueles com mais de 50 anos e fatores de risco cardiovascular. É uma causa importante de hipertensão secundária e pode levar à disfunção renal.

Contexto Educacional

A Estenose da Artéria Renal (EAR) é uma condição caracterizada pelo estreitamento de uma ou ambas as artérias renais, levando à isquemia renal e ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona, resultando em hipertensão. Epidemiologicamente, a EAR aterosclerótica é a forma mais comum, respondendo por cerca de 90% dos casos, afetando principalmente indivíduos com mais de 50 anos e fatores de risco para aterosclerose, como diabetes, dislipidemia, tabagismo e doença arterial coronariana. A EAR é uma causa importante de hipertensão secundária, especialmente a hipertensão resistente, definida como pressão arterial não controlada apesar do uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, incluindo um diurético. A prevalência da EAR aterosclerótica em pacientes com hipertensão resistente acima de 50 anos é notavelmente de 12,5%, tornando-a um diagnóstico a ser ativamente investigado nesse grupo. O diagnóstico da EAR envolve exames de imagem como ultrassonografia Doppler renal, angiotomografia ou angioressonância. O tratamento pode incluir controle rigoroso dos fatores de risco, medicamentos anti-hipertensivos e, em casos selecionados, revascularização renal por angioplastia com stent. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir a progressão da doença renal crônica e complicações cardiovasculares.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de estenose da artéria renal?

As duas principais causas são a aterosclerose (mais comum, especialmente em idosos com fatores de risco cardiovascular) e a displasia fibromuscular (mais comum em mulheres jovens, sem fatores de risco ateroscleróticos).

Quando se deve suspeitar de estenose da artéria renal em um paciente hipertenso?

Deve-se suspeitar em casos de hipertensão resistente (não controlada com 3 ou mais anti-hipertensivos, incluindo um diurético), hipertensão de início súbito ou agravamento em idade avançada, assimetria renal, edema pulmonar de repetição ou piora da função renal com inibidores da ECA/BRA.

Qual a prevalência da estenose da artéria renal aterosclerótica em hipertensos resistentes?

A estenose da artéria renal aterosclerótica está presente em aproximadamente 12,5% dos pacientes com hipertensão resistente com idade acima de 50 anos, sendo uma causa significativa de hipertensão secundária.

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