Visão Laser - Centro Oftalmológico (SP) — Prova 2024
Qual dos seguintes achados é mais sugestivo de estenose valvar aórtica grave?
Estenose aórtica grave → pulso parvus et tardus (pequeno e tardio) e sopro sistólico ejetivo em foco aórtico.
O pulso "parvus et tardus" é um achado semiológico clássico e altamente específico da estenose aórtica grave, refletindo a redução do volume sistólico e o atraso no pico de pressão na aorta devido à obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo.
A estenose valvar aórtica é uma valvopatia progressiva caracterizada pelo estreitamento da abertura da valva aórtica, o que impede o fluxo sanguíneo adequado do ventrículo esquerdo para a aorta durante a sístole. A gravidade da estenose é crucial para determinar o prognóstico e a conduta terapêutica. O exame físico desempenha um papel fundamental no diagnóstico e na avaliação da severidade. Um dos achados semiológicos mais clássicos e sugestivos de estenose aórtica grave é o pulso "parvus et tardus". Este termo descreve um pulso arterial de pequena amplitude ("parvus") e com ascensão lenta e atrasada ("tardus"), que é melhor palpado nas artérias carótidas. Ele reflete a redução do volume sistólico e o atraso no pico de pressão na aorta devido à obstrução significativa da via de saída ventricular esquerda. Outros achados importantes incluem um sopro sistólico ejetivo rude, em crescendo-decrescendo, audível no foco aórtico e que irradia para as carótidas. Em casos graves, a segunda bulha cardíaca (B2) pode estar diminuída ou apresentar desdobramento paradoxal. A compreensão desses sinais no exame físico é essencial para o residente, pois permite a suspeita clínica precoce e a indicação de exames complementares como o ecocardiograma, que confirmará o diagnóstico e quantificará a gravidade da estenose.
Significa um pulso arterial de pequena amplitude ("parvus") e com ascensão lenta ("tardus"), refletindo a dificuldade de ejeção do sangue através da valva aórtica estenótica e a baixa pressão de pulso.
Além do pulso, pode-se encontrar um sopro sistólico ejetivo rude em foco aórtico, que irradia para o pescoço, e uma segunda bulha cardíaca diminuída ou paradoxalmente desdobrada, indicando a severidade da obstrução.
A obstrução da valva aórtica leva a um aumento da pós-carga do ventrículo esquerdo, resultando em hipertrofia ventricular esquerda concêntrica, disfunção diastólica e, eventualmente, disfunção sistólica e insuficiência cardíaca.
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