INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021
Homem, 48 anos, vem sendo acompanhado por estenose aórtica há 12 anos. No último ecocardiograma, recente, ficou evidenciada a piora da estenose. Na consulta com seu clínico, foi observado no exame físico um achado que permitiu classificar a estenose aórtica como grave. Neste exame físico observou-se:
Estenose aórtica grave → Pulso arterial de baixa amplitude e ascensão lenta (pulsus parvus et tardus).
O 'pulsus parvus et tardus' é um achado clássico no exame físico que indica estenose aórtica grave. Ele reflete a dificuldade do ventrículo esquerdo em ejetar sangue através da valva aórtica estreitada, resultando em um pulso de menor volume e com atraso na sua ascensão.
A estenose aórtica é uma valvopatia progressiva caracterizada pelo estreitamento da valva aórtica, que impede o fluxo sanguíneo adequado do ventrículo esquerdo para a aorta. Sua etiologia mais comum em adultos é a degeneração calcífica, enquanto em jovens pode ser congênita (valva aórtica bicúspide). O diagnóstico e a avaliação da gravidade são cruciais para determinar o momento ideal da intervenção, que geralmente é a troca valvar aórtica. O exame físico desempenha um papel fundamental na suspeita e na avaliação inicial da estenose aórtica. Achados como o 'pulsus parvus et tardus' são altamente sugestivos de doença grave, refletindo a fisiopatologia da obstrução ao fluxo de saída do ventrículo esquerdo. A ausculta cardíaca revela um sopro sistólico ejetivo característico, e a intensidade e o momento do pico do sopro podem correlacionar-se com a gravidade da estenose. Para residentes, a capacidade de correlacionar os achados do exame físico com a fisiopatologia da estenose aórtica é essencial. A identificação precoce de sinais de gravidade pode impactar diretamente a conduta e o prognóstico do paciente, direcionando para exames complementares como o ecocardiograma, que confirmará o diagnóstico e quantificará a estenose.
Os achados clássicos incluem o 'pulsus parvus et tardus' (pulso arterial de baixa amplitude e ascensão lenta), sopro sistólico ejetivo rude em foco aórtico com irradiação para carótidas e, em casos graves, desdobramento paradoxal da segunda bulha cardíaca.
'Pulsus parvus et tardus' descreve um pulso arterial de pequena amplitude e com ascensão lenta. Ele ocorre porque a valva aórtica estreitada dificulta a ejeção de sangue do ventrículo esquerdo para a aorta, resultando em um menor volume sistólico e um atraso na propagação da onda de pulso.
O sopro da estenose aórtica é sistólico ejetivo, crescendo e decrescendo (em diamante), audível no foco aórtico e irradiando para as carótidas. Um sopro com pico tardio na sístole e de alta intensidade geralmente indica maior gravidade da estenose, enquanto um pico precoce sugere menor gravidade.
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