HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2021
Paciente apresenta ao exame físico: Sopro sistólico em foco aórtico rude com irradiação para pescoço, sopro mais suave em foco mitral, pulso arterial diminuido e presença de B4 de VE, devemos pensar em:
Estenose Aórtica = Sopro sistólico ejetivo rude em foco aórtico + irradiação pescoço + pulso parvus et tardus + B4.
A descrição clássica de sopro sistólico rude em foco aórtico com irradiação para o pescoço, pulso arterial diminuído (parvus et tardus) e presença de B4 de VE (indicando hipertrofia ventricular esquerda) é altamente sugestiva de estenose aórtica. O sopro mais suave em foco mitral pode ser um sopro de Carey-Coombs ou um sopro de insuficiência mitral funcional devido à dilatação do VE.
A estenose aórtica é uma valvopatia cardíaca caracterizada pelo estreitamento da abertura da valva aórtica, que impede o fluxo sanguíneo adequado do ventrículo esquerdo para a aorta durante a sístole. É a valvopatia mais comum em idosos, geralmente causada por degeneração calcífica. Em pacientes mais jovens, pode ser congênita (valva aórtica bicúspide) ou secundária a febre reumática. A importância clínica reside na sua progressão insidiosa e no risco de insuficiência cardíaca, angina e síncope. A fisiopatologia da estenose aórtica envolve um aumento da pós-carga no ventrículo esquerdo, levando à hipertrofia concêntrica ventricular esquerda para manter o débito cardíaco. Com o tempo, essa hipertrofia pode levar à disfunção diastólica (causando B4) e, eventualmente, à disfunção sistólica. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos achados do exame físico cardiovascular, e confirmado por ecocardiograma. O tratamento definitivo da estenose aórtica grave sintomática é a substituição da valva aórtica, seja por cirurgia (TAVR) ou por via transcateter (TAVI), dependendo do perfil de risco do paciente. O prognóstico é bom com a intervenção adequada, mas pacientes sintomáticos não tratados têm um prognóstico reservado. O reconhecimento dos sinais e sintomas clássicos no exame físico é fundamental para o diagnóstico precoce e encaminhamento para tratamento.
Os achados clássicos incluem sopro sistólico ejetivo rude em foco aórtico com irradiação para o pescoço, pulso 'parvus et tardus' (pequeno e lento), e a presença de quarta bulha (B4).
A irradiação do sopro para o pescoço ocorre devido à propagação do fluxo turbulento de alta velocidade através da valva aórtica estenótica para as artérias carótidas.
O pulso 'parvus et tardus' descreve um pulso arterial de pequena amplitude (parvus) e ascensão lenta (tardus), refletindo a dificuldade do ventrículo esquerdo em ejetar sangue através da valva aórtica estreitada.
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