Estenose Aórtica: Fisiopatologia e História Natural

UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 72 anos, masculino, dislipidêmico e diabético controlado, em uso de sinvastatina e metformina não é hipertenso. No momento, assintomático. Em avaliação cardiológica de rotina, fez ecocardiograma que mostrou: hipertrofia concêntrica de VE, fração de ejeção preservada e uma doença valvar pura, além de ausência de hipertensão pulmonar e de quaisquer outras alterações nas demais câmaras cardíacas e nas demais valvas. Considerando a valvopatia mais provável nesse contexto clínico-epidemiológico, não é correto afirmar sobre essa doença:

Alternativas

  1. A) A etiologia mais provável é a degeneração fibrocalcificante. Além disso, sua patogênese parece ter em comum diversas características da aterosclerose vascular, incluindo disfunção endotelial.
  2. B) Há relevante associação estatística de doença coronariana nesses pacientes. A angina de esforço é sintoma típico dessa valvopatia. Tal sintoma pode ser consequência da Doença Arterial Coronariana (DAC), da própria fisiopatologia da valvopatia ou mesmo de ambos os mecanismos. 
  3. C) Dispneia aos esforços, ortopneia e edema agudo de pulmão ocorrem precocemente na sua história natural.
  4. D) A síncope geralmente ocorre durante esforço físico, devido à vasodilatação periférica causada pela atividade sem o aumento compensatório do débito cardíaco. 
  5. E) Nos pacientes sintomáticos, o tratamento é eminentemente cirúrgico. Diurético de alça pode ser utilizado em pacientes com risco cirúrgico proibitivo ou como ponte para a cirurgia. Além disso, o uso não cauteloso, nesses pacientes, de medicamentos, que reduzem a pré-carga, a pós-carga e/ou o inotropismo, podem causar hipotensão severa e síndrome de baixo débito.

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