UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Recém-nascido a termo, nascido de parto vaginal, pesando 2.950g, Apgar 8/10. No segundo dia de vida, inicia quadro de irritabilidade, hipotensão, taquicardia, sudorese e taquipneia progressiva. Radiografia de tórax evidencia aumento de trama vascular pulmonar. Qual é a hipótese diagnóstica?
RN a termo com choque no 2º dia de vida e aumento de trama vascular pulmonar → suspeitar de cardiopatia ducto-dependente sistêmica como estenose aórtica crítica.
A estenose aórtica crítica é uma cardiopatia congênita ducto-dependente sistêmica. Os sintomas de choque (irritabilidade, hipotensão, taquicardia) surgem no segundo ou terceiro dia de vida, quando o canal arterial começa a se fechar, comprometendo o fluxo sanguíneo sistêmico. O aumento da trama vascular pulmonar pode indicar congestão pulmonar secundária à disfunção ventricular esquerda.
A estenose aórtica crítica é uma cardiopatia congênita obstrutiva grave, caracterizada pelo estreitamento acentuado da valva aórtica, que impede o fluxo sanguíneo adequado do ventrículo esquerdo para a aorta. Embora rara, sua importância clínica é imensa devido ao risco de choque cardiogênico e morte se não diagnosticada e tratada precocemente. É uma das principais causas de insuficiência cardíaca e choque em recém-nascidos nos primeiros dias de vida. A fisiopatologia envolve a dependência do canal arterial para manter o fluxo sanguíneo sistêmico. Quando o canal arterial, que é fisiologicamente patente no feto e RN, começa a se fechar após o nascimento, a circulação sistêmica é comprometida, levando a sinais de hipoperfusão e choque. O diagnóstico é suspeitado clinicamente pela apresentação de choque e confirmado por ecocardiograma. A radiografia de tórax pode mostrar cardiomegalia e aumento da trama vascular pulmonar, indicando congestão. O tratamento inicial é emergencial e visa manter a patência do canal arterial com infusão de prostaglandina E1, além de suporte hemodinâmico e ventilatório. O tratamento definitivo é cirúrgico ou por cateterismo, com valvuloplastia aórtica por balão ou cirurgia de Norwood. O prognóstico depende da gravidade da estenose, da presença de outras anomalias e da rapidez do diagnóstico e tratamento.
Os sinais de alerta incluem irritabilidade, hipotensão, taquicardia, sudorese e taquipneia progressiva, que geralmente surgem no segundo ou terceiro dia de vida, quando o canal arterial começa a se fechar. A radiografia de tórax pode mostrar aumento da trama vascular pulmonar.
É ducto-dependente porque o fluxo sanguíneo sistêmico adequado depende da patência do canal arterial para suprir a circulação sistêmica distal à estenose. Com o fechamento do canal, o fluxo é severamente comprometido, levando a choque cardiogênico.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica, incluindo o uso de prostaglandina E1 para manter o canal arterial pérvio, além de suporte ventilatório e inotrópicos, se necessário. O diagnóstico definitivo é feito por ecocardiograma.
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