SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025
Paciente masculino, 80 anos, assintomático, em exame de rotina para check-up, auscultado sopre sistólico rude, em "diamante", na borda esternal esquerda, 4+/6+, pulsos periféricos tipo tardus e parvus. A respeito da valvopatia mais provável neste caso, pode-se afirmar: I. Dentre os sintomas que podem vir a aparecer, aqueles de insuficiência cardíaca estão relacionados a pior prognóstico do que síncope. II. Não está indicado intervenção cirúrgica no momento devido ao fato do paciente ser assintomático. III. Há possibilidade de tratamento por implante de valva via percutânea, indicado em pacientes idosos (>75 anos) ou de alto risco cirúrgico. IV. ECG demonstrando sobrecarga ventricular esquerda com strain corrobora a hipótese diagnóstica. São verdadeiras:
Estenose aórtica: IC tem pior prognóstico que síncope; TAVI > 75 anos ou alto risco.
A estenose aórtica grave no idoso manifesta-se por sopro ejetivo e pulsos lentos; a intervenção (TAVI ou cirurgia) é mandatória em sintomáticos ou com disfunção de VE.
A estenose aórtica é a valvopatia mais prevalente em países desenvolvidos, geralmente de etiologia degenerativa/calcificada em idosos. O quadro clínico clássico envolve a tríade de angina, síncope e dispneia. O exame físico revela o pulso 'parvus et tardus' e o sopro sistólico ejetivo. O manejo mudou drasticamente com o advento do TAVI (Transcatheter Aortic Valve Implantation). Atualmente, a decisão entre cirurgia aberta e TAVI baseia-se na idade, risco cirúrgico e anatomia valvar. O ECG frequentemente mostra sobrecarga ventricular esquerda com padrão de 'strain' (inversão de onda T e infra de ST), corroborando a gravidade da obstrução ao fluxo de saída.
A insuficiência cardíaca (dispneia) é o sintoma de pior prognóstico, com sobrevida média de apenas 2 anos se não tratada, superando a gravidade da angina e da síncope.
O implante por cateter (TAVI) é preferencial em pacientes com mais de 75 anos, alto risco cirúrgico (STS > 8%) ou fragilidade importante, conforme diretrizes atuais.
É um sopro sistólico ejetivo, rude, em crescendo-decrescendo (diamante), melhor auscultado no foco aórtico com irradiação para as carótidas.
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