SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2023
Mulher de 75 anos com diabete melito tipo 2 e hiperlipidemia se queixa de períodos de dor torácica aos esforços físico há 2-3 anos. No dia anterior, ela relata que sentiu a dor no peito ao subir uma escada e em seguida desmaiou. Ao exame físico: no momento está bem, sem sintomas; pressão arterial: 132 x 98 mmHg; frequência cardíaca: 82 bpm; ausculta cardíaca: sopro sistólico em crescendo-decrescendo áspero, melhor audível no segundo espaço intercostal da borda esternal direita. O diagnóstico mais provável é
Idoso com dor torácica, síncope aos esforços e sopro sistólico ejetivo em foco aórtico → Estenose Aórtica.
A tríade clássica de sintomas da estenose aórtica grave (dor torácica, síncope e dispneia aos esforços) associada a um sopro sistólico ejetivo áspero, audível no foco aórtico e irradiando para as carótidas, é altamente sugestiva de estenose aórtica, especialmente em idosos com fatores de risco cardiovascular.
A estenose aórtica é a valvopatia mais comum em idosos, frequentemente causada por degeneração calcífica. Sua prevalência aumenta com a idade e com a presença de fatores de risco cardiovascular como diabetes e hiperlipidemia. O diagnóstico precoce é crucial, pois a doença pode progredir para insuficiência cardíaca e morte súbita se não tratada. O quadro clínico é caracterizado pela tríade de angina, síncope e dispneia aos esforços, que indicam doença grave e mau prognóstico. Ao exame físico, o achado mais característico é um sopro sistólico ejetivo, áspero, em crescendo-decrescendo, melhor audível no foco aórtico e com irradiação para as carótidas. A síncope, como no caso, é um sinal de alerta grave. O tratamento definitivo da estenose aórtica grave sintomática é a substituição valvar aórtica, que pode ser cirúrgica (TAVR) ou por cateter (TAVI), dependendo das características do paciente e risco cirúrgico. O manejo clínico visa o controle dos sintomas e fatores de risco, mas não altera a progressão da doença valvar.
A tríade clássica da estenose aórtica grave é dor torácica (angina), síncope (desmaio) e dispneia (falta de ar), geralmente desencadeadas por esforços físicos.
O sopro da estenose aórtica é sistólico ejetivo, áspero, em crescendo-decrescendo, melhor audível no segundo espaço intercostal direito (foco aórtico) e com irradiação para as carótidas.
A síncope na estenose aórtica ocorre devido à incapacidade do coração de aumentar o débito cardíaco adequadamente durante o esforço, levando a uma diminuição do fluxo sanguíneo cerebral e hipotensão.
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