HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2026
L.F.. homem de 52 anos, admitido na emergência do Hospital Adventista Silvestre com relato de episódio de síncope, enquanto jogava futebol. Durante anamnese dirigida, referiu dor precordial aos moderados esforços, em aperto, que melhora em poucos minutos em repouso. O exame do aparelho cardiovascular revelou ritmo cardíaco regular, em três tempos, às custas de B4, com bulhas normo-fonéticas e sopro sistólico, de intensidade 4+/6+ na altura de segundo espaço intercostal em região paraesternal direita, que reduz com a manobra de Valsalva; revelou, também, sopro sistólico 3+/6+, agudo, na altura de quinto espaço intercostal em linha hemiclavicular esquerda. O eletrocardiograma demonstra sinais de importante hipertrofia de ventrículo esquerdo. Em relação ao caso apresentado, o diagnóstico mais provável é de:
Síncope + Angina + Sopro sistólico ejetivo (irradia para carótidas) = Estenose Aórtica.
A estenose aórtica manifesta-se classicamente pela tríade de síncope, angina e dispneia, apresentando um sopro sistólico que diminui de intensidade com a manobra de Valsalva.
A estenose aórtica é a valvopatia primária mais comum que requer intervenção. Caracteriza-se pela obstrução ao fluxo de saída do ventrículo esquerdo, gerando sobrecarga de pressão e hipertrofia concêntrica. O exame físico é rico, revelando pulso parvus et tardus e um sopro sistólico em crescendo-decrescendo (em diamante). O eletrocardiograma tipicamente mostra sinais de hipertrofia ventricular esquerda (HVE) devido à adaptação crônica à alta pós-carga. O diagnóstico definitivo e a graduação da gravidade são realizados via ecocardiograma transtorácico.
A tríade clássica consiste em Angina, Síncope (geralmente ao esforço) e Dispneia (insuficiência cardíaca). O aparecimento desses sintomas indica gravidade e reduz drasticamente a sobrevida se não houver intervenção valvar.
A manobra de Valsalva reduz o retorno venoso. Na estenose aórtica, isso diminui o fluxo pela valva e reduz o sopro. Na cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva, a redução do volume ventricular aumenta a obstrução dinâmica, intensificando o sopro.
É a irradiação do componente musical e agudo do sopro da estenose aórtica para o ápice cardíaco, o que pode levar ao erro diagnóstico de insuficiência mitral se não houver atenção à fase do ciclo cardíaco e localização.
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