UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2020
Homem, 75 anos, com queixa de dor torácica em aperto, acompanhada de dispneia aos esforços, há 12 meses, com melhora ao repouso. Seu exame físico revela PA 150x70 mmHg, FC 86 bpm, ritmo regular, FR 16 ipm. À ausculta, sopro sistólico de alta frequência no segundo espaço intercostal à direita do esterno, com irradiação para a fúrcula e para a região cervical. Qual a hipótese clínica mais provável?
Estenose aórtica = sopro sistólico ejetivo em foco aórtico, irradia para carótidas, tríade de angina, síncope, dispneia.
A estenose aórtica é uma valvulopatia comum em idosos, caracterizada pela tríade clássica de angina, síncope e dispneia aos esforços. O achado mais marcante no exame físico é um sopro sistólico ejetivo de alta frequência, audível no segundo espaço intercostal à direita do esterno, com irradiação típica para a fúrcula e região cervical (carótidas).
A estenose aórtica é a valvulopatia mais comum em países desenvolvidos, especialmente em idosos, devido à degeneração e calcificação progressiva da valva. Sua prevalência aumenta com a idade, e a doença pode permanecer assintomática por muitos anos. No entanto, o surgimento de sintomas como angina, síncope e dispneia aos esforços indica um estágio avançado da doença e um prognóstico reservado se não tratada. O diagnóstico da estenose aórtica é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. A ausculta cardíaca revela um sopro sistólico ejetivo característico, que se inicia após o primeiro som (B1) e termina antes do segundo som (B2), com pico na mesossístole. Sua intensidade e irradiação para as carótidas são achados semiológicos clássicos e de grande valor diagnóstico. Outros achados podem incluir pulso parvus et tardus e desdobramento paradoxal de B2. O ecocardiograma é o exame confirmatório, avaliando a gravidade da estenose, a função ventricular e a presença de outras valvulopatias. O tratamento definitivo para a estenose aórtica grave sintomática é a substituição da valva aórtica, seja por cirurgia (TAVR) ou por via percutânea (TAVI), dependendo das características do paciente e do risco cirúrgico.
A estenose aórtica grave é classicamente associada à tríade de angina (dor torácica em aperto), síncope (desmaios) e dispneia (falta de ar) aos esforços. Esses sintomas indicam progressão da doença e são marcadores de pior prognóstico, exigindo avaliação para intervenção.
O sopro da estenose aórtica é um sopro sistólico ejetivo, de alta frequência e áspero, mais audível no segundo espaço intercostal à direita do esterno (foco aórtico). Ele irradia tipicamente para a fúrcula e para as artérias carótidas, sendo um achado semiológico muito importante para o diagnóstico.
No idoso, a estenose aórtica é predominantemente de etiologia degenerativa, causada pela calcificação progressiva das cúspides da valva aórtica. Esse processo leva à restrição da abertura valvar, dificultando o fluxo sanguíneo do ventrículo esquerdo para a aorta e resultando em sobrecarga de pressão no ventrículo esquerdo.
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