PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Um paciente obeso, de 52 anos, com IMC de 32kg/m2, é diagnosticado com esteatose hepática metabólica após exames de imagem e exames laboratoriais revelarem transaminases elevadas e hepatomegalia. Ele tem histórico de diabetes tipo 2 e hipertensão controlada, além de dislipidemia em tratamento com atorvastatina. Nos exames laboratoriais mais recentes, seus níveis de ALT e AST estão levemente elevados, e a ultrassonografia evidencia fígado com infiltração gordurosa difusa. Qual seria a abordagem mais adequada para o manejo deste paciente com base nas diretrizes da AASLD?
Perda de peso (7-10%) = Principal medida para reduzir esteatose e inflamação hepática.
O manejo da MASLD foca na mudança do estilo de vida e controle rigoroso de fatores metabólicos como DM2 e dislipidemia.
A Doença Hepática Gordurosa Metabólica (anteriormente NAFLD, agora MASLD) é a manifestação hepática da síndrome metabólica. Sua prevalência cresce paralelamente à obesidade e ao diabetes tipo 2. A fisiopatologia envolve resistência à insulina, que leva ao acúmulo de triglicerídeos nos hepatócitos e subsequente estresse oxidativo e inflamação. O diagnóstico é frequentemente incidental por ultrassonografia ou elevação leve de ALT/AST. O manejo atual prioriza a intervenção no estilo de vida. Medicamentos como pioglitazona ou agonistas de GLP-1 podem ser considerados em casos selecionados de pacientes com DM2. A biópsia hepática permanece o padrão-ouro para estadiamento, mas métodos não invasivos (elastografia, escores de fibrose) são cada vez mais utilizados na prática clínica.
De acordo com as diretrizes da AASLD, a perda de peso é a pedra angular do tratamento. Uma redução de pelo menos 3-5% do peso corporal já é capaz de reduzir a esteatose. No entanto, para promover a resolução da esteato-hepatite (inflamação) e potencialmente regredir a fibrose, é necessária uma perda de peso mais significativa, geralmente entre 7% e 10% do peso total, alcançada através de dieta hipocalórica e atividade física regular.
Não. A vitamina E (na dose de 800 UI/dia) é recomendada apenas para pacientes não diabéticos com esteato-hepatite (NASH) confirmada por biópsia. Seu uso em pacientes diabéticos ou sem biópsia não é rotineiramente recomendado devido à falta de evidências robustas e preocupações com a segurança a longo prazo (como risco de câncer de próstata e mortalidade por todas as causas em doses altas).
Sim, as estatinas são seguras e frequentemente necessárias. Pacientes com MASLD possuem alto risco cardiovascular, e a dislipidemia deve ser tratada agressivamente. Estudos mostram que as estatinas não aumentam o risco de lesão hepática grave nesses pacientes e podem até ter efeitos benéficos na redução da inflamação hepática. Elas só devem ser evitadas ou suspensas em casos de insuficiência hepática descompensada ou elevações agudas e acentuadas de transaminases.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo