HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015
Com relação às doenças hepáticas, assinale a INCORRETA:
USG é mais sensível que TC para esteatose hepática leve a moderada.
A ultrassonografia é geralmente considerada a modalidade de imagem de primeira linha para detecção de esteatose hepática devido à sua alta sensibilidade para graus moderados a graves e por ser não invasiva e de baixo custo. A TC pode subestimar a esteatose leve, sendo menos sensível que a USG em muitos casos.
O diagnóstico e manejo das doenças hepáticas exigem um conhecimento aprofundado de suas etiologias, fisiopatologia e métodos diagnósticos. A Doença de Wilson, por exemplo, é um distúrbio genético raro, mas grave, do metabolismo do cobre, que se manifesta com disfunção hepática, neurológica e psiquiátrica. O reconhecimento precoce é crucial, pois o tratamento com quelantes de cobre pode prevenir danos irreversíveis. A lesão hepática induzida por acetaminofeno (paracetamol) é uma causa comum de insuficiência hepática aguda, com um claro efeito dose-resposta, embora casos idiossincráticos sejam raros. A hepatite autoimune é uma doença inflamatória crônica do fígado, caracterizada pela presença de autoanticorpos e resposta a imunossupressores. Ela se distingue das hepatites virais por sua apresentação mais aguda e grave, e pela necessidade de tratamento com corticosteroides e/ou azatioprina para controlar a inflamação e prevenir a progressão para cirrose. O perfil sorológico da hepatite B crônica é fundamental para o estadiamento e decisão terapêutica, com HBsAg positivo por mais de seis meses, HBeAg positivo e DNA do VHB detectável indicando replicação viral ativa. Em relação aos métodos de imagem, a ultrassonografia (USG) é frequentemente a modalidade de primeira linha para a detecção de esteatose hepática (fígado gorduroso) devido à sua disponibilidade, baixo custo e ausência de radiação. A USG é bastante sensível para detectar esteatose moderada a grave, identificando o aumento da ecogenicidade do parênquima hepático. Embora a tomografia computadorizada (TC) possa detectar esteatose, ela é menos sensível que a USG para graus leves e moderados, podendo subestimar a condição. A ressonância magnética (RM) é considerada o padrão ouro para quantificação da gordura hepática, mas é mais cara e menos acessível.
A Doença de Wilson é um distúrbio genético autossômico recessivo do metabolismo do cobre, resultando no acúmulo excessivo de cobre em diversos órgãos, principalmente fígado, cérebro e olhos (anéis de Kayser-Fleischer).
A hepatite autoimune tende a ser mais grave no início, com elevação acentuada de transaminases e autoanticorpos positivos. Diferente das hepatites virais, responde bem a imunossupressores e pode progredir rapidamente para cirrose se não tratada.
Pacientes com hepatite B crônica típica apresentam HBsAg positivo por mais de 6 meses, HBeAg positivo (indicando alta replicação viral), DNA do VHB detectável e HBcAg positivo no fígado (não detectável no soro, mas indicativo de infecção).
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