Esteatose Hepática: USG vs. TC no Diagnóstico

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015

Enunciado

Com relação às doenças hepáticas, assinale a INCORRETA:

Alternativas

  1. A) A doença de Wilson é um distúrbio no metabolismo do cobre de origem genética.
  2. B) A lesão hepática por acetaminofeno parece ter efeito dose-resposta nítido e mais raramente é idiossincrática.
  3. C) A hepatite autoimune tende a ser mais grave no início do que as hepatites B ou Cv crônicas, geralmente progressivas, e leva à doença terminal se não tratada com imunossupressores.
  4. D) Os pacientes com hepatite B crônica típica têm HBsAg, HBeAg, DNA do VHB, HBcAg no fígado positivos.
  5. E) A tomografia computadorizada é mais sensível que a ultrassonografia para detecção de esteatose hepática.

Pérola Clínica

USG é mais sensível que TC para esteatose hepática leve a moderada.

Resumo-Chave

A ultrassonografia é geralmente considerada a modalidade de imagem de primeira linha para detecção de esteatose hepática devido à sua alta sensibilidade para graus moderados a graves e por ser não invasiva e de baixo custo. A TC pode subestimar a esteatose leve, sendo menos sensível que a USG em muitos casos.

Contexto Educacional

O diagnóstico e manejo das doenças hepáticas exigem um conhecimento aprofundado de suas etiologias, fisiopatologia e métodos diagnósticos. A Doença de Wilson, por exemplo, é um distúrbio genético raro, mas grave, do metabolismo do cobre, que se manifesta com disfunção hepática, neurológica e psiquiátrica. O reconhecimento precoce é crucial, pois o tratamento com quelantes de cobre pode prevenir danos irreversíveis. A lesão hepática induzida por acetaminofeno (paracetamol) é uma causa comum de insuficiência hepática aguda, com um claro efeito dose-resposta, embora casos idiossincráticos sejam raros. A hepatite autoimune é uma doença inflamatória crônica do fígado, caracterizada pela presença de autoanticorpos e resposta a imunossupressores. Ela se distingue das hepatites virais por sua apresentação mais aguda e grave, e pela necessidade de tratamento com corticosteroides e/ou azatioprina para controlar a inflamação e prevenir a progressão para cirrose. O perfil sorológico da hepatite B crônica é fundamental para o estadiamento e decisão terapêutica, com HBsAg positivo por mais de seis meses, HBeAg positivo e DNA do VHB detectável indicando replicação viral ativa. Em relação aos métodos de imagem, a ultrassonografia (USG) é frequentemente a modalidade de primeira linha para a detecção de esteatose hepática (fígado gorduroso) devido à sua disponibilidade, baixo custo e ausência de radiação. A USG é bastante sensível para detectar esteatose moderada a grave, identificando o aumento da ecogenicidade do parênquima hepático. Embora a tomografia computadorizada (TC) possa detectar esteatose, ela é menos sensível que a USG para graus leves e moderados, podendo subestimar a condição. A ressonância magnética (RM) é considerada o padrão ouro para quantificação da gordura hepática, mas é mais cara e menos acessível.

Perguntas Frequentes

Quais são as características da Doença de Wilson?

A Doença de Wilson é um distúrbio genético autossômico recessivo do metabolismo do cobre, resultando no acúmulo excessivo de cobre em diversos órgãos, principalmente fígado, cérebro e olhos (anéis de Kayser-Fleischer).

Como a hepatite autoimune se diferencia das hepatites virais crônicas?

A hepatite autoimune tende a ser mais grave no início, com elevação acentuada de transaminases e autoanticorpos positivos. Diferente das hepatites virais, responde bem a imunossupressores e pode progredir rapidamente para cirrose se não tratada.

Qual o perfil sorológico típico de um paciente com hepatite B crônica?

Pacientes com hepatite B crônica típica apresentam HBsAg positivo por mais de 6 meses, HBeAg positivo (indicando alta replicação viral), DNA do VHB detectável e HBcAg positivo no fígado (não detectável no soro, mas indicativo de infecção).

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