SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023
A esteatose hepática aguda da gravidez (EHAG), caracterizada por insuficiência hepática aguda associada à falência de múltiplos órgãos, é uma emergência obstétrica potencialmente fatal para a mãe e para o bebê. O principal diagnóstico diferencial com a EHAG é
EHAG e Síndrome HELLP são emergências obstétricas com disfunção hepática, sendo HELLP o principal diagnóstico diferencial.
A Esteatose Hepática Aguda da Gravidez (EHAG) e a Síndrome HELLP são condições graves da gravidez que compartilham sintomas e disfunção hepática. A diferenciação é crucial, pois ambas exigem interrupção da gestação, mas a EHAG pode ter hipoglicemia e coagulopatia mais proeminentes, enquanto HELLP é parte do espectro da pré-eclâmpsia.
A Esteatose Hepática Aguda da Gravidez (EHAG) e a Síndrome HELLP são duas das mais graves emergências obstétricas, ambas caracterizadas por disfunção hepática e alto risco de morbimortalidade materna e perinatal. A EHAG é uma condição rara, mas potencialmente fatal, que ocorre principalmente no terceiro trimestre da gravidez ou no pós-parto imediato, envolvendo uma disfunção mitocondrial na oxidação de ácidos graxos. Manifesta-se com insuficiência hepática aguda, náuseas, vômitos, dor abdominal, icterícia, hipoglicemia e coagulopatia. A Síndrome HELLP (Hemólise, Enzimas hepáticas Elevadas e Plaquetopenia) é considerada uma forma grave de pré-eclâmpsia, embora possa ocorrer sem hipertensão ou proteinúria evidentes. Seus sintomas também incluem dor epigástrica ou no quadrante superior direito, náuseas, vômitos e mal-estar. A sobreposição de sintomas e achados laboratoriais torna o diagnóstico diferencial entre EHAG e HELLP um desafio clínico significativo, sendo a Síndrome HELLP o principal diagnóstico diferencial da EHAG. A diferenciação é crucial para o manejo, embora em ambos os casos a interrupção da gestação seja a conduta definitiva. A EHAG pode apresentar hipoglicemia mais profunda e coagulopatia mais grave, enquanto a HELLP tem como marcadores a hemólise (esquizócitos, bilirrubina indireta elevada, LDH elevada) e plaquetopenia. O manejo de ambas as condições exige monitorização intensiva, suporte hemodinâmico, correção de distúrbios metabólicos e de coagulação, e a decisão de interrupção da gravidez deve ser tomada prontamente para melhorar o prognóstico materno e fetal.
Os critérios diagnósticos para EHAG incluem insuficiência hepática aguda, náuseas, vômitos, dor abdominal, icterícia, hipoglicemia, coagulopatia, e elevação de transaminases. O diagnóstico definitivo é por biópsia hepática, mas frequentemente é clínico devido à gravidade do quadro.
A diferenciação entre EHAG e Síndrome HELLP é desafiadora devido à sobreposição de sintomas. A Síndrome HELLP é caracterizada por Hemólise, Enzimas hepáticas Elevadas e Plaquetopenia, geralmente no contexto de pré-eclâmpsia. A EHAG pode apresentar hipoglicemia mais acentuada, coagulopatia grave e ausência de hipertensão ou proteinúria em alguns casos, embora possam coexistir.
A conduta imediata em ambos os casos é a estabilização da paciente e a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional, pois a resolução do quadro está diretamente ligada ao parto. O manejo intensivo em UTI é fundamental, com suporte hemodinâmico, correção de coagulopatias e monitoramento rigoroso.
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