CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2023
Ao avaliar um paciente com esteatose hepática, o que fazer em um primeiro momento?
Esteatose hepática → SEMPRE investigar causas etiológicas primárias.
A esteatose hepática é um achado comum, mas não é um diagnóstico etiológico por si só. É fundamental investigar as causas subjacentes, como doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA/MAFLD), consumo de álcool, medicamentos, hepatites virais, doenças metabólicas, entre outras, para definir a conduta adequada.
A esteatose hepática, ou fígado gorduroso, é caracterizada pelo acúmulo excessivo de triglicerídeos nos hepatócitos. É um achado comum em exames de imagem e pode ser a manifestação de diversas condições subjacentes. A abordagem inicial de um paciente com esteatose hepática deve ser sempre a investigação das possíveis causas etiológicas, pois o tratamento e o prognóstico dependem diretamente da condição de base. As etiologias mais comuns incluem a doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA), agora frequentemente referida como doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica (MAFLD), que está intimamente ligada à síndrome metabólica (obesidade, diabetes tipo 2, dislipidemia, hipertensão). Outras causas importantes são o consumo excessivo de álcool, uso de medicamentos hepatotóxicos, hepatites virais crônicas, doenças genéticas e condições raras. Após a identificação da etiologia, o manejo pode incluir mudanças no estilo de vida (dieta e exercícios para DHGNA/MAFLD), abstinência alcoólica, ajuste de medicamentos ou tratamento específico para outras doenças. A avaliação bioquímica e a elastografia hepática são importantes para estadiar a doença e avaliar a presença de fibrose, mas vêm após a investigação etiológica inicial. A biópsia hepática é reservada para casos selecionados, quando há dúvida diagnóstica ou para estadiamento preciso da fibrose e inflamação.
As principais causas incluem doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA/MAFLD) associada à síndrome metabólica, consumo excessivo de álcool, uso de certos medicamentos (ex: amiodarona, metotrexato), hepatites virais crônicas e doenças genéticas.
A identificação da causa é fundamental para direcionar o tratamento específico, prevenir a progressão da doença hepática (como para esteato-hepatite, fibrose e cirrose) e manejar comorbidades associadas.
Não. Embora a esteatose simples possa ser benigna, ela pode progredir para esteato-hepatite (inflamação), fibrose, cirrose e até carcinoma hepatocelular, especialmente na DHGNA/MAFLD e na doença hepática alcoólica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo