Eficácia da Pioglitazona na Esteatohepatite Metabólica (MASH)

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Dos medicamentos listados, qual apresenta maior índice de eficácia na melhora histológica da esteatohepatite metabólica?

Alternativas

  1. A) Metformina.
  2. B) Silimarina.
  3. C) Pioglitazona.
  4. D) Ácido Ursodesoxicólico.

Pérola Clínica

Pioglitazona ↑ sensibilidade à insulina e melhora histologia (esteatose/inflamação) na MASH.

Resumo-Chave

A pioglitazona possui evidência robusta para melhora da esteatose e inflamação lobular em pacientes com MASH, sendo recomendada em diretrizes para casos selecionados.

Contexto Educacional

A esteatohepatite metabólica (MASH), anteriormente denominada NASH, é a forma progressiva da doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica. O tratamento foca na perda de peso e controle metabólico. Entre as opções farmacológicas, a pioglitazona (uma tiazolidinediona) destaca-se por atuar no receptor PPAR-gama, melhorando a sensibilidade à insulina no tecido adiposo e fígado. É uma das poucas drogas citadas em consensos (como AASLD e EASL) com benefício histológico comprovado por biópsia, superando opções como vitamina E em subgrupos específicos.

Perguntas Frequentes

Quais alterações histológicas a pioglitazona melhora na MASH?

Estudos clínicos, como o PIVENS, demonstraram que a pioglitazona é eficaz na redução da esteatose hepática e da inflamação lobular (ballooning). Embora o impacto na fibrose seja menos pronunciado do que na inflamação, a melhora do escore de atividade da doença (NAS score) é significativa em pacientes não cirróticos com ou sem diabetes tipo 2.

Por que a metformina não é indicada para tratar MASH?

Embora a metformina seja excelente para o controle glicêmico e melhore a resistência à insulina periférica, ensaios clínicos não demonstraram que ela seja capaz de promover melhora significativa na histologia hepática (inflamação ou fibrose) em pacientes com esteatohepatite metabólica.

Quais os efeitos colaterais da pioglitazona no tratamento da MASH?

O uso da pioglitazona deve ser cauteloso devido a efeitos colaterais como ganho de peso, edema periférico, risco aumentado de fraturas ósseas (especialmente em mulheres pós-menopausa) e potencial agravamento de insuficiência cardíaca congestiva.

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