FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2021
A esteatose hepática pode se apresentar como Doença Hepática Gordurosa Alcóolica e Doença Hepática Gordurosa não Alcoólica (NASH/DHGNA), conforme a etiologia. A esteatose hepática e a esteato-hepatite não alcoólica (NASH) fazem parte do quadro chamado doença gordurosa não alcoólica, com a sigla em inglês NAFLD. Sobre o exposto, assinale a alternativa CORRETA.
NASH = alta prevalência + associada à síndrome metabólica → tratamento foca em perda de peso e controle glicêmico/lipídico.
A NASH é a forma mais grave da NAFLD e está fortemente ligada à síndrome metabólica. O tratamento é multifacetado, com a modificação do estilo de vida (perda de peso, dieta e exercício) e o controle dos componentes da síndrome metabólica sendo pilares fundamentais para deter a progressão da doença.
A Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (NAFLD) é a causa mais comum de doença hepática crônica no mundo ocidental, abrangendo desde a esteatose simples até a esteato-hepatite não alcoólica (NASH), que pode progredir para fibrose, cirrose e carcinoma hepatocelular. Sua prevalência está em ascensão, paralelamente à epidemia de obesidade e diabetes tipo 2, sendo considerada a manifestação hepática da síndrome metabólica. A NASH é caracterizada por esteatose hepática, inflamação e degeneração hepatocelular, com ou sem fibrose. A forte associação com a síndrome metabólica implica que fatores como obesidade, resistência à insulina, dislipidemia e hipertensão são cruciais na sua patogênese. O diagnóstico definitivo de NASH requer biópsia hepática, mas a avaliação clínica e exames não invasivos são utilizados para identificar pacientes de risco. O tratamento da NASH é primariamente focado na modificação do estilo de vida. A perda de peso sustentada (especialmente 7-10% do peso corporal), a prática de atividade física regular e uma dieta balanceada são as intervenções mais eficazes para reduzir a esteatose, inflamação e até mesmo a fibrose. O controle rigoroso dos componentes da síndrome metabólica, como glicemia e lipídios, é igualmente fundamental para deter a progressão da doença e melhorar o prognóstico a longo prazo.
A NASH (esteato-hepatite não alcoólica) está fortemente associada à síndrome metabólica, que inclui obesidade central, dislipidemia, hipertensão arterial e resistência à insulina, sendo considerada a manifestação hepática da síndrome.
Os pilares do tratamento da NASH são a modificação do estilo de vida, incluindo perda de peso (idealmente 7-10% do peso corporal), dieta saudável e atividade física regular, além do controle rigoroso dos componentes da síndrome metabólica.
Não, a biópsia hepática é o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo e estadiamento da NASH, mas não é necessária para todos os pacientes. Métodos não invasivos são usados para triagem, e a biópsia é reservada para casos com maior risco de fibrose avançada ou incerteza diagnóstica.
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