Esteato-hepatite Não Alcoólica: Diagnóstico e Manejo

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2023

Enunciado

Leia atentamente as seguintes assertivas quanto à esteato hepatite não-alcoólica e marque a alternativa CORRETA. I. Pacientes devem realizar investigação metabólica. II. Embora não seja investigação frequente, a biópsia hepática pode ser ferramenta propedêutica importante em alguns casos. III. A espectroscopia por ressonânciamagnética não é útil para o diagnóstico diferencial entre esteatose e esteatoepatite.

Alternativas

  1. A) São verdadeiras apenas as assertivas I e II.
  2. B) São verdadeiras apenas as assertivas II e III.
  3. C) Apenas a assertiva III é verdadeira.
  4. D) Todas as assertivas são falsas.
  5. E) Todas as assertivas são verdadeiras.

Pérola Clínica

NASH: investigação metabólica e biópsia hepática são importantes; espectroscopia RM não diferencia esteatose de esteato-hepatite.

Resumo-Chave

A esteato-hepatite não alcoólica (NASH) exige uma abordagem diagnóstica e terapêutica multifacetada. A investigação metabólica é crucial para identificar comorbidades, e a biópsia hepática, embora invasiva, permanece o padrão-ouro para estadiamento e prognóstico em casos selecionados. A espectroscopia por ressonância magnética pode quantificar gordura, mas não distingue inflamação.

Contexto Educacional

A esteato-hepatite não alcoólica (NASH) é uma condição crônica do fígado caracterizada pelo acúmulo de gordura, inflamação e dano hepatocelular, podendo evoluir para fibrose, cirrose e carcinoma hepatocelular. Sua prevalência tem aumentado globalmente, tornando-a uma das principais causas de doença hepática crônica. É frequentemente associada à síndrome metabólica, incluindo obesidade, diabetes tipo 2, dislipidemia e hipertensão. O diagnóstico de NASH requer a exclusão de outras causas de doença hepática e a demonstração de esteatose, inflamação e balonização hepatocelular. A investigação metabólica é fundamental para identificar e manejar as comorbidades. Embora a biópsia hepática seja o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo e estadiamento da fibrose, métodos não invasivos como elastografia e biomarcadores séricos são cada vez mais utilizados para triagem e acompanhamento. A espectroscopia por ressonância magnética quantifica a gordura, mas não diferencia a esteatose simples da NASH. O tratamento da NASH é multifacetado e foca na modificação do estilo de vida, incluindo dieta e exercícios para perda de peso, e no controle das comorbidades metabólicas. Não há um tratamento farmacológico específico aprovado para todos os casos, mas diversas drogas estão em pesquisa. O prognóstico varia conforme o grau de fibrose, sendo a fibrose avançada o principal preditor de mortalidade e morbidade hepática.

Perguntas Frequentes

Quais são os pilares da investigação metabólica na esteato-hepatite não alcoólica (NASH)?

A investigação metabólica na NASH inclui a avaliação de resistência à insulina, dislipidemia, hipertensão arterial e obesidade, buscando comorbidades que contribuem para a progressão da doença.

Quando a biópsia hepática é indicada para o diagnóstico de NASH?

A biópsia hepática é considerada em casos de incerteza diagnóstica, para estadiamento da fibrose em pacientes com alto risco de progressão, ou quando há suspeita de outras doenças hepáticas concomitantes.

A espectroscopia por ressonância magnética pode diferenciar esteatose de esteato-hepatite?

Não, a espectroscopia por ressonância magnética é útil para quantificar a gordura hepática (esteatose), mas não consegue diferenciar a esteatose simples da esteato-hepatite (NASH), que envolve inflamação e dano hepatocelular.

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