Caso clínico:
• Paciente: Jandira, 58 anos, professora aposentada, encaminhada pela UBS após exames de rotina alterados. Refere fadiga crônica, leve aumento abdominal e edema em tornozelos;
• História: DM2, hipertensão, dislipidemia, sem etilismo ou uso de fitoterápicos. Nunca teve icterícia;
• Exame físico: PA 110x70 mmHg, fígado não palpável, ascite discreta, edema ++/4+;
• Exames: AST: 52, ALT: 43, FA: 145, GGT: 120, albumina: 3,1 g/dL, INR: 1,4, plaquetas: 118.000, glicemia: 136, HbA1c: 7,8%, sorologias B e C negativas;
• USG: fígado irregular, ecotextura heterogênea, esplenomegalia;
• Elastografia: 15,2 kPa;
• AFP: 8 ng/mL. Qual é a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta inicial recomendada?
Alternativas
A) Cirrose decorrente de hepatite C crônica e início imediato de antivirais de ação direta, apesar de não haver sorologias positivas no momento.
B) Hepatopatia crônica alcoólica em fase avançada, justificando internação hospitalar para desintoxicação, suporte nutricional intensivo e acompanhamento clínico especializado.
C) Doença hepática gordurosa não alcoólica avançada (EHNA com cirrose), em paciente com síndrome metabólica e sorologias negativas, sendo indicada avaliação em serviço especializado para seguimento e rastreamento periódico de carcinoma hepatocelular.
D) Hemocromatose hereditária como causa provável da cirrose, devendo-se instituir flebotomias semanais de imediato, mesmo na ausência de exames de ferro ou confirmação genética, dada a idade da paciente.
E) Hepatite autoimune em fase crônica, com necessidade de início empírico de corticoide sistêmico em associação com azatioprina, mesmo sem disponibilidade de autoanticorpos ou biópsia hepática.
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