Esteato-hepatite Não Alcoólica e Cirrose: Diagnóstico

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 58 anos de idade, com histórico de diabetes tipo 2 e hipertensão, apresentou ascite e dificuldade respiratória progressiva. O exame físico revelou edema de membros inferiores, hepatomegalia e PA 130 mmHg X 85 mmHg. O ultrassom abdominal mostrou sinais de cirrose hepática. Qual é a principal causa dessa complicação hepática?

Alternativas

  1. A) Consumo excessivo de álcool.
  2. B) Hepatite viral crônica.
  3. C) Doença de Wilson.
  4. D) Esteatohepatite não alcoólica.

Pérola Clínica

DM2 + HAS + Cirrose sem álcool/vírus → Esteato-hepatite não alcoólica (NASH).

Resumo-Chave

A esteato-hepatite não alcoólica (NASH/MASH) é a manifestação hepática da síndrome metabólica e uma causa líder de cirrose criptogênica em diabéticos.

Contexto Educacional

A Doença Hepática Gordurosa Associada à Disfunção Metabólica (MAFLD) tornou-se a causa mais comum de doença hepática crônica no mundo ocidental. O espectro varia desde a esteatose simples até a esteato-hepatite (NASH), fibrose avançada e cirrose. Pacientes com síndrome metabólica (obesidade central, HAS, DM2, dislipidemia) apresentam risco elevado de progressão. A ascite e o edema de membros inferiores no paciente descrito indicam descompensação da função hepática e hipertensão portal. O manejo foca no controle rigoroso das comorbidades metabólicas, perda de peso e, em casos selecionados, uso de pioglitazona ou agonistas de GLP-1, embora o transplante hepático seja a única opção na cirrose terminal.

Perguntas Frequentes

O que é a esteato-hepatite não alcoólica (NASH)?

A esteato-hepatite não alcoólica (NASH), recentemente renomeada como MASH (Metabolic Dysfunction-Associated Steatohepatitis), é a forma progressiva da doença hepática gordurosa não alcoólica. Caracteriza-se pela presença de gordura no fígado associada a inflamação e dano celular (balonamento), mesmo na ausência de consumo significativo de álcool. É fortemente associada à obesidade, resistência à insulina e diabetes mellitus tipo 2.

Como o Diabetes Mellitus contribui para a cirrose?

O Diabetes Mellitus tipo 2 promove um estado de hiperinsulinemia e resistência à insulina, que aumenta a lipólise no tecido adiposo e a síntese de ácidos graxos no fígado. Esse acúmulo de lipídios gera estresse oxidativo e liberação de citocinas pró-inflamatórias, levando à inflamação crônica (esteato-hepatite). Com o tempo, a ativação das células estreladas hepáticas produz fibrose, culminando em cirrose e suas complicações, como ascite e hipertensão portal.

Quais os sinais ultrassonográficos de cirrose por NASH?

No ultrassom, a cirrose manifesta-se por ecogenicidade heterogênea, contornos hepáticos nodulares ou irregulares, redução do lobo direito com hipertrofia do lobo caudado e sinais indiretos de hipertensão portal, como esplenomegalia, ascite e aumento do calibre da veia porta. Em fases iniciais de NASH, observa-se apenas o aumento da ecogenicidade (brilho) compatível com esteatose.

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