UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
Na avaliação de um paciente obeso com esteatose hepática grau III associada a um aumento de transaminases, o médico assistente aventou a possibilidade de se tratar da esteato-hepatite Metabólica (EHM – ou “MASH”, em inglês). Sobre este caso, assinale a alternativa correta.
Suspeita MASH → excluir outras causas hepatopatia e investigar síndrome metabólica.
A esteato-hepatite metabólica (MASH) é um diagnóstico de exclusão e está fortemente associada à síndrome metabólica. É crucial investigar e descartar outras causas de doença hepática crônica, como hepatites virais e doença hepática alcoólica, antes de confirmar o diagnóstico de MASH e para um manejo abrangente.
A esteato-hepatite metabólica (MASH), anteriormente conhecida como esteato-hepatite não alcoólica (NASH), representa a forma mais grave da doença hepática gordurosa não alcoólica (NAFLD). É uma condição de alta prevalência global, intimamente ligada à obesidade, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica, e pode progredir para cirrose, insuficiência hepática e carcinoma hepatocelular. O reconhecimento e manejo adequados são essenciais. A fisiopatologia da MASH envolve o acúmulo de gordura no fígado (esteatose), seguido por inflamação e dano hepatocelular, que podem levar à fibrose. O diagnóstico é complexo e requer a exclusão de outras causas de doença hepática. Exames de imagem como ultrassom e ressonância magnética são excelentes para detectar esteatose, mas não conseguem diferenciar esteatose simples de esteato-hepatite ou fibrose. A biópsia hepática permanece o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo e estadiamento da fibrose. O manejo da MASH é multifacetado, focando na modificação do estilo de vida (dieta e exercício para perda de peso), controle das comorbidades da síndrome metabólica e, em alguns casos, uso de agentes farmacológicos como a vitamina E ou pioglitazona. É fundamental investigar outras hepatopatias, como as virais ou alcoólicas, para um diagnóstico preciso e um plano terapêutico eficaz.
Os principais componentes incluem obesidade abdominal, dislipidemia (triglicerídeos elevados, HDL baixo), hipertensão arterial e resistência à insulina/hiperglicemia, que são fatores de risco para MASH.
MASH é um diagnóstico de exclusão. É crucial descartar outras causas tratáveis ou com manejo específico, como hepatites virais (B e C), doença hepática alcoólica, doenças autoimunes ou metabólicas raras, para garantir o tratamento correto.
A biópsia hepática é o padrão-ouro para confirmar o diagnóstico de MASH e estadiar a fibrose, sendo importante para o prognóstico. No entanto, não é mandatória em todos os casos, sendo reservada para situações de incerteza diagnóstica ou para avaliar a gravidade da fibrose.
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