SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2020
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, é correto afirmar que:
ECA: adolescente tem direito à profissionalização, respeitando sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegura o direito à profissionalização, mas com a ressalva de que a condição de pessoa em desenvolvimento do adolescente deve ser prioritariamente respeitada, diferenciando-o do trabalhador adulto. Isso implica restrições a tipos de trabalho, horários e ambientes.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº 8.069/1990, é um marco legal que estabelece os direitos e deveres de crianças e adolescentes no Brasil, considerando-os sujeitos de direitos e pessoas em peculiar condição de desenvolvimento. Sua compreensão é fundamental para profissionais de saúde que atuam com essa população, pois abrange desde a saúde e educação até a proteção contra a violência e a garantia de direitos sociais. No contexto da profissionalização, o ECA assegura o direito do adolescente ao trabalho e à profissionalização, mas com a premissa de que sua condição de pessoa em desenvolvimento deve ser prioritariamente respeitada. Isso significa que há restrições claras quanto à idade mínima (14 anos para aprendiz, 16 anos para trabalho regular), tipos de trabalho (proibição de trabalho noturno, perigoso, insalubre ou prejudicial à sua formação), e carga horária, visando proteger sua saúde física e mental, bem como garantir a continuidade de sua educação. Para residentes, é crucial entender que a proteção integral do adolescente é o princípio norteador do ECA. A profissionalização, embora um direito, não pode comprometer o desenvolvimento pleno do indivíduo. A atuação do médico pode envolver a identificação de situações de trabalho irregular ou prejudicial, a orientação sobre os direitos e deveres, e a notificação de violações, contribuindo para a garantia de um desenvolvimento saudável e seguro.
O ECA garante direitos como vida, saúde, alimentação, educação, esporte, lazer, profissionalização, cultura, dignidade, respeito, liberdade e convivência familiar e comunitária, assegurando seu desenvolvimento integral.
O ECA estabelece que o trabalho do adolescente deve respeitar sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento, com restrições de idade mínima (14 anos para aprendiz), horários, tipos de atividades e ambientes insalubres ou perigosos.
O programa Jovem Aprendiz é uma modalidade especial que visa a formação técnico-profissional, com contrato de trabalho e direitos específicos, enquanto o trabalho regular para adolescentes segue as regras gerais da CLT com as proteções adicionais do ECA, a partir dos 16 anos.
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