Estase Jugular: Sinal de Risco em Cirurgia Eletiva

Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2023

Enunciado

Mulher, 74 anos, apresenta hérnia crural l esquerda redutível há cerca de um ano. Deseja ser operada para correção do defeito herniário. Ao realizar sua história clínica e exame físico, qual desses dados pode impedir o agendamento de procedimento eletivo?

Alternativas

  1. A) Diabetes mellitus.
  2. B) Tabagismo contínuo.
  3. C) Revascularização miocárdio prévia.
  4. D) Infecção por COVID-19 há 30 dias.
  5. E) Estase jugular.

Pérola Clínica

Estase jugular → insuficiência cardíaca descompensada → contraindica cirurgia eletiva.

Resumo-Chave

A estase jugular é um sinal clínico de aumento da pressão venosa central, frequentemente associado à insuficiência cardíaca descompensada. Realizar uma cirurgia eletiva em um paciente com insuficiência cardíaca descompensada aumenta significativamente o risco de complicações cardiovasculares perioperatórias, sendo uma contraindicação para o procedimento até a otimização clínica.

Contexto Educacional

A avaliação pré-operatória é um pilar fundamental para a segurança do paciente, especialmente em cirurgias eletivas. Seu objetivo é identificar e otimizar condições clínicas que possam aumentar o risco de morbimortalidade perioperatória. A idade avançada, embora seja um fator de risco, por si só não impede um procedimento eletivo, mas exige uma avaliação mais detalhada das comorbidades. A presença de estase jugular é um achado de exame físico de extrema importância, pois indica um aumento da pressão venosa central, frequentemente associado à insuficiência cardíaca descompensada. Pacientes com insuficiência cardíaca descompensada apresentam um risco significativamente elevado de complicações cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio, arritmias e edema agudo de pulmão, no período perioperatório. Portanto, diante de estase jugular, a cirurgia eletiva deve ser adiada até que a condição cardíaca seja otimizada. Outras condições como diabetes, tabagismo e revascularização miocárdica prévia, se controladas e estáveis, não são contraindicações absolutas, mas requerem manejo adequado. Infecção recente por COVID-19 também exige um período de espera para reduzir riscos pulmonares e trombóticos.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de descompensação cardíaca que contraindicam uma cirurgia eletiva?

Sinais de descompensação cardíaca que contraindicam cirurgia eletiva incluem estase jugular, dispneia em repouso ou aos mínimos esforços, edema agudo de pulmão, arritmias graves não controladas e angina instável. Estes indicam a necessidade de otimização clínica prévia.

Por que a estase jugular é um achado tão relevante na avaliação pré-operatória?

A estase jugular reflete um aumento da pressão venosa central, que é um marcador de sobrecarga de volume e/ou disfunção ventricular direita ou esquerda. Sua presença sugere insuficiência cardíaca descompensada, elevando drasticamente o risco de eventos cardiovasculares adversos durante e após a cirurgia.

Quais condições crônicas, se bem controladas, não impedem uma cirurgia eletiva?

Condições crônicas como diabetes mellitus bem controlado, hipertensão arterial controlada, tabagismo (embora a cessação seja recomendada) e doença coronariana estável (com revascularização prévia ou não, se assintomática) geralmente não impedem uma cirurgia eletiva, desde que o paciente esteja clinicamente otimizado.

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