UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2025
Em relação ao mecanismo do trabalho de parto vaginal fisiológico, são corretas as afirmações abaixo EXCETO:
Terceiro estágio do trabalho de parto = Início após nascimento do bebê e término com expulsão da placenta.
O terceiro estágio do trabalho de parto não abrange a descida até o nascimento do bebê; essa é a definição do segundo estágio. O terceiro estágio inicia-se imediatamente após o nascimento do bebê e termina com a expulsão completa da placenta e das membranas.
O trabalho de parto vaginal fisiológico é um processo dinâmico dividido em três estágios principais, cada um com características e marcos específicos. O primeiro estágio é o período de dilatação cervical, subdividido em fase latente e fase ativa. A fase latente se estende do início das contrações regulares e dolorosas até aproximadamente 6 cm de dilatação, enquanto a fase ativa vai de 6 cm até a dilatação completa (10 cm). O segundo estágio do trabalho de parto começa com a dilatação cervical completa e termina com o nascimento do bebê. Durante este estágio, ocorrem os mecanismos cardinais do parto, como a descida, flexão, rotação interna, extensão, rotação externa e expulsão do feto. É uma fase de esforço materno ativo e monitorização fetal rigorosa, onde anormalidades na progressão podem indicar distocia. O terceiro estágio é o período que se inicia imediatamente após o nascimento do bebê e se encerra com a expulsão completa da placenta e das membranas. Este estágio é crucial para a prevenção da hemorragia pós-parto, sendo o manejo ativo (administração de ocitocina, tração controlada do cordão e massagem uterina) recomendado para reduzir o risco de atonia uterina. A compreensão precisa de cada estágio é fundamental para o manejo obstétrico seguro e eficaz.
A fase latente é caracterizada por contrações uterinas irregulares e menos intensas, com dilatação cervical lenta até aproximadamente 6 cm. A fase ativa começa a partir de 6 cm de dilatação, com contrações mais regulares, intensas e progressão mais rápida da dilatação cervical.
Os sinais de descolamento da placenta incluem o alongamento do cordão umbilical, a saída de um pequeno volume de sangue vaginal, a elevação do fundo uterino e a mudança de formato do útero para globular e mais firme.
As principais intervenções incluem a administração de ocitocina profilática após o nascimento do bebê, a tração controlada do cordão umbilical e a massagem uterina após a expulsão da placenta. Essas medidas visam promover a contração uterina e prevenir a atonia uterina.
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