PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2024
A sífilis é uma infecção bacteriana sistêmica, crônica, curável e exclusiva do ser humano. Quando não tratada, evolui para estágios de gravidade variada, podendo acometer diversos órgãos e sistemas do corpo. As manifestações clínicas da sífilis adquirida estão divididas de acordo com o tempo de infecção, evolução e estágios da doença, que orientam o seu tratamento e monitoramento, conforme segue: sífilis recente (primária, secundária e latente recente): até um ano de evolução; sífilis tardia (latente tardia e terciária): mais de um ano de evolução. (PCDT-IST-2022, pág. 44 e 45).Correlacione o tipo de sífilis (COLUNA I) às suas manifestações clínicas (COLUNA II).COLUNA I1. Sífilis primária.2. Sífilis secundária.3. Sífilis latente.4. Sífilis terciária.COLUNA II( ) Fase de silêncio clínico.( ) Cancro duro.( ) Lesões gomosas e nodulares, de caráter destrutivo.( ) Roséolas, placas mucosas, condiloma plano, madarose.Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Sífilis: Primária=Cancro duro; Secundária=Roséolas/Condiloma plano; Latente=Assintomática; Terciária=Gomas/Neurossífilis.
A sífilis possui estágios clínicos distintos. A sífilis latente é caracterizada por silêncio clínico. A sífilis primária manifesta-se pelo cancro duro. A sífilis terciária apresenta lesões gomosas e destrutivas. A sífilis secundária é polimórfica, com roséolas, placas mucosas, condiloma plano e madarose.
A sífilis, causada pela bactéria Treponema pallidum, é uma infecção sexualmente transmissível com alta prevalência e impacto significativo na saúde pública. Sua evolução crônica e as diversas manifestações clínicas exigem um conhecimento aprofundado para diagnóstico e tratamento adequados, sendo um tema recorrente em provas de residência. A doença é dividida em estágios primário, secundário, latente (recente e tardia) e terciário, cada um com características clínicas distintas. O estágio primário é marcado pelo cancro duro; o secundário, por lesões cutâneas e mucosas disseminadas; o latente, por ausência de sintomas; e o terciário, por lesões gomosas, cardiovasculares e neurológicas. A compreensão dessas manifestações é fundamental para o reconhecimento precoce. O tratamento da sífilis é feito com penicilina benzatina, com esquemas posológicos que variam conforme o estágio da doença. O monitoramento sorológico pós-tratamento é essencial para avaliar a resposta terapêutica. A prevenção, o rastreamento em populações de risco e o tratamento de parceiros são pilares para o controle da sífilis.
A sífilis primária é caracterizada pelo cancro duro, uma lesão ulcerada, indolor, de base limpa e bordas elevadas, que surge no local de inoculação da bactéria, geralmente nos genitais, 10 a 90 dias após o contágio.
A sífilis secundária apresenta lesões polimórficas como roséolas (manchas avermelhadas), placas mucosas, condiloma plano (lesões verrucosas úmidas em áreas de dobras) e alopecia (madarose). A diferenciação é feita pela história clínica, exame físico e testes sorológicos.
A sífilis latente é uma fase assintomática da doença, detectada apenas por testes sorológicos positivos. É crucial identificá-la para evitar a progressão para estágios mais graves, como a sífilis terciária ou neurossífilis, e interromper a cadeia de transmissão.
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