UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2025
O tratamento da dependência de tabaco reduz significativamente o risco de doenças relacionadas com o tabagismo a curto e médio prazos. A identificação do grau de motivação para a mudança dos pacientes tabagistas que buscam auxílio médico para deixarem de fumar auxilia a avaliar a postura da pessoa frente ao comportamento-problema, pois quando um indivíduo se depara com algum processo de modificação de comportamento em sua vida, ele passa por estágios de mudança: pré-contemplação, contemplação, preparação para a ação, ação, manutenção e eventual recaída. Tendo isso em mente, leia o seguinte diálogo, entre uma profissional e um paciente tabagista que procurou a Estratégia de Saúde da Família em busca de auxílio para deixar de fumar: - Você está pensando em parar de fumar? - Sim, doutora, estou sim, com certeza, fumar me faz mal, quero parar. - Você já pensa em alguma data para parar de fumar? - Até que sim, doutora, até que penso… - E essa data é breve? É para os próximos dias? - Ah não, doutora, pra já assim, pra agora, não… Assinale a alternativa que aponta corretamente o estágio motivacional do paciente deste diálogo e qual a conduta profissional pertinente para tal estágio motivacional:
Tabagismo: paciente quer parar e já pensa em uma data futura (próximos 30 dias) = estágio de Preparação para a Ação.
No estágio de Preparação, o paciente já superou a maior parte da ambivalência e está comprometido com a mudança, planejando-a para um futuro próximo (geralmente no próximo mês). A abordagem médica deve ser prática, focando em definir estratégias, como a escolha do 'Dia D' e métodos de parada (abrupta ou gradual).
O Modelo Transteórico de Mudança, desenvolvido por Prochaska e DiClemente, é uma ferramenta fundamental na abordagem de comportamentos aditivos, como o tabagismo. Ele postula que a mudança de comportamento não é um evento único, mas um processo que ocorre através de estágios distintos de prontidão. Compreender em qual estágio o paciente se encontra permite ao profissional de saúde adequar a intervenção, aumentando as chances de sucesso. Os estágios são: Pré-contemplação (não pretende mudar), Contemplação (pensa em mudar, mas é ambivalente), Preparação para a Ação (planeja a mudança para o futuro próximo), Ação (está efetivamente mudando o comportamento), Manutenção (trabalha para prevenir recaídas) e Recaída. Cada estágio demanda uma abordagem específica, desde o fornecimento de informações na pré-contemplação até o planejamento de estratégias na preparação. No caso apresentado, o paciente expressa o desejo de parar e já pensa em uma data, mas não imediata. Isso o caracteriza no estágio de Preparação para a Ação. A conduta correta é ajudá-lo a solidificar seu plano, discutir métodos de parada (abrupta vs. gradual), definir uma data específica (o 'Dia D'), antecipar gatilhos e dificuldades, e oferecer suporte farmacológico e/ou psicossocial, como grupos de apoio. Confrontá-lo ou tratá-lo como se estivesse em outro estágio seria inadequado e poderia minar sua motivação.
O paciente expressa a intenção de parar de fumar em um futuro próximo, tipicamente nos próximos 30 dias. Ele pode já ter feito pequenas mudanças, como reduzir o número de cigarros, e busca ativamente informações sobre métodos de cessação.
A abordagem deve focar em explorar a ambivalência, sem pressionar. Utiliza-se a técnica da 'balança decisória', ajudando o paciente a listar e pesar as vantagens e desvantagens de parar de fumar versus continuar fumando, para fortalecer a motivação intrínseca.
Na Pré-contemplação, o indivíduo não tem intenção de mudar o comportamento no futuro previsível (próximos 6 meses) e muitas vezes não reconhece o tabagismo como um problema. Na Contemplação, ele já reconhece o problema e considera a mudança, mas ainda está indeciso e ambivalente.
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