SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Leia o caso a seguir.Uma paciente diabética, renal crônica em tratamento ambulatorial, veio para consulta e a taxa de filtração glomerular estimada dela foi de 14ml/min.Em qual estágio da doença renal crônica ela se encontra?
TFG < 15 mL/min/1,73m² = Doença Renal Crônica Estágio 5.
A classificação da Doença Renal Crônica (DRC) é baseada na Taxa de Filtração Glomerular (TFG) estimada. Uma TFG de 14 mL/min/1,73m² indica o estágio 5 da DRC, que é a fase mais avançada e geralmente requer terapia renal substitutiva.
A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição progressiva e irreversível que afeta milhões de pessoas globalmente, sendo um grande desafio de saúde pública. Sua prevalência está em ascensão, impulsionada principalmente pelo aumento de doenças como diabetes mellitus e hipertensão arterial. A identificação precoce e a classificação correta dos estágios são fundamentais para o manejo adequado e para retardar a progressão para a doença renal terminal. A classificação da DRC é baseada na Taxa de Filtração Glomerular (TFG) estimada, que reflete a capacidade dos rins de filtrar o sangue. Os estágios são definidos da seguinte forma: Estágio 1 (TFG ≥ 90 mL/min/1,73m² com dano renal), Estágio 2 (TFG 60-89 mL/min/1,73m² com dano renal), Estágio 3a (TFG 45-59 mL/min/1,73m²), Estágio 3b (TFG 30-44 mL/min/1,73m²), Estágio 4 (TFG 15-29 mL/min/1,73m²) e Estágio 5 (TFG < 15 mL/min/1,73m² ou diálise). A TFG de 14 mL/min/1,73m² claramente se enquadra no Estágio 5. O manejo da DRC varia conforme o estágio, focando no controle das comorbidades (diabetes, hipertensão), manejo de complicações (anemia, distúrbios ósseos e minerais), e preparação para terapia renal substitutiva (diálise ou transplante) nos estágios avançados. No Estágio 5, a terapia renal substitutiva é frequentemente necessária para manter a vida, e a educação do paciente sobre as opções de tratamento é crucial. A nefropatia diabética, como no caso apresentado, é uma das principais causas de DRC, exigindo controle glicêmico rigoroso.
A DRC é diagnosticada pela presença de anormalidades na estrutura ou função renal por mais de 3 meses, com implicações para a saúde. Isso inclui TFG < 60 mL/min/1,73m² ou marcadores de dano renal como albuminúria, alterações no sedimento urinário, distúrbios eletrolíticos ou anomalias estruturais.
A TFG é o principal marcador da função renal e é utilizada para classificar a DRC em estágios, que variam de 1 a 5. Essa classificação orienta o manejo clínico, o prognóstico e a necessidade de terapia renal substitutiva, como diálise ou transplante.
No Brasil, as principais causas de Doença Renal Crônica são a hipertensão arterial sistêmica e o diabetes mellitus. Outras causas incluem glomerulonefrites, doenças renais policísticas e uropatias obstrutivas.
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