UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2015
Em relação à apendicite aguda, é INCORRETO afirmar:
Apendicite supurativa = inflamação com pus; Gangrena/perfuração são estágios mais avançados, não supurativa.
A apendicite aguda progride através de estágios patológicos distintos. A fase supurativa (ou flegmonosa) é marcada por inflamação intensa e formação de pus, mas sem necrose ou perfuração. Gangrena e perfuração são características de estágios mais avançados e graves, resultantes da progressão da isquemia e necrose tecidual.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, afetando principalmente adolescentes e adultos jovens. Sua fisiopatologia geralmente envolve a obstrução da luz apendicular por fecalitos, hiperplasia linfoide ou corpos estranhos, levando à distensão, proliferação bacteriana, inflamação e, eventualmente, isquemia e necrose. A progressão da doença é classicamente dividida em estágios patológicos. O estágio inicial é a apendicite catarral ou edematosa, com edema e congestão. Segue-se a apendicite supurativa ou flegmonosa, onde há exsudato purulento na luz e parede, com inflamação transmural. Se a isquemia progredir, ocorre a apendicite gangrenosa, caracterizada por infarto da parede apendicular. O estágio final é a apendicite perfurada, com ruptura da parede e extravasamento de conteúdo para a cavidade peritoneal, podendo levar a peritonite ou abscesso. O reconhecimento desses estágios é crucial para entender a gravidade e as possíveis complicações. O tratamento padrão é a apendicectomia, que deve ser realizada o mais precocemente possível para evitar a progressão para gangrena e perfuração, que aumentam significativamente a morbidade e o risco de complicações pós-operatórias.
Os estágios incluem apendicite catarral (edematosa), supurativa (flegmonosa), gangrenosa e perfurada, refletindo a progressão da inflamação e isquemia.
A apendicite supurativa é caracterizada por inflamação intensa e pus na luz e parede. A gangrenosa envolve necrose isquêmica da parede apendicular, sem necessariamente perfuração ainda.
As principais complicações são a perfuração do apêndice, resultando em peritonite localizada (abscesso) ou difusa, e a formação de plastrão apendicular.
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