UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023
Sobre o estado de mal epilético é correto afirmar que:
Estado de mal epilético: dosagem sérica de anticonvulsivantes é útil para guiar manejo.
No estado de mal epilético, a dosagem sérica de drogas anticonvulsivantes é uma ferramenta valiosa para identificar subdosagem ou não adesão, que são causas comuns, e para otimizar o tratamento. Benzodiazepínicos (diazepam, midazolam) são a primeira linha de tratamento farmacológico.
O estado de mal epilético é uma emergência neurológica caracterizada por atividade epiléptica contínua ou crises repetidas sem recuperação da consciência entre elas, com duração superior a 5 minutos. É uma condição com alta morbidade e mortalidade se não tratada prontamente. O reconhecimento e manejo rápidos são cruciais para minimizar o dano cerebral e suas sequelas neurológicas. As causas são variadas, incluindo a retirada ou subdosagem de anticonvulsivantes, AVC, trauma craniano, infecções do SNC, distúrbios metabólicos e intoxicações. O eletroencefalograma (EEG) é uma ferramenta diagnóstica e de monitoramento de grande valor, especialmente para o estado de mal não convulsivo. A dosagem sérica de drogas anticonvulsivantes é recomendada para avaliar a adesão e os níveis terapêuticos, auxiliando na identificação de uma causa tratável e na otimização da terapia. O manejo farmacológico inicial envolve benzodiazepínicos (diazepam, midazolam ou lorazepam) como primeira linha para interromper as crises. Se as crises persistirem, são administrados fármacos de segunda linha, como fenitoína, fosfenitoína, levetiracetam ou valproato. Em casos refratários, pode ser necessária a indução de coma com propofol, midazolam contínuo ou tiopental, sob monitorização intensiva para controle das crises e proteção cerebral.
As principais causas incluem a retirada ou subdosagem de medicamentos anticonvulsivantes, lesões cerebrais agudas (AVC, trauma, infecção), distúrbios metabólicos (hipoglicemia, hiponatremia) e intoxicações.
O EEG é crucial para confirmar o diagnóstico, identificar o tipo de crise, monitorar a resposta ao tratamento e detectar estado de mal não convulsivo, que pode ser clinicamente sutil e exige alta suspeição.
Benzodiazepínicos, como diazepam (IV ou retal), midazolam (IV ou IM) ou lorazepam (IV), são as drogas de primeira linha devido ao seu rápido início de ação e eficácia para interromper as crises.
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