Tratamento Estado de Mal Epiléptico: Fenitoína EV Correta

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026

Enunciado

Homem de 34 anos, previamente hígido, é admitido no pronto socorro em crise convulsiva tônico clônica generalizada com duração de 8 minutos. Recebeu Diazepam 10 mg EV, com melhora inicial, mas recidiva em seguida. Após nova dose de benzodiazepínico, o paciente permanece com crise reentrante caracterizando. A equipe decide prosseguir o tratamento. Qual das condutas abaixo está CORRETA segundo as recomendações atuais?

Alternativas

  1. A) Administrar fenitoína EV na dose de 15 20mg/kg em infusão lenta (máx. 50mg/min), com monitorização contínua de ritmo cardíaco e pressão arterial.
  2. B) Administrar fenobarbital EV na dose de 20 mg/kg, em bolus rápido, para reduzir tempo de crise, sem necessidade de monitorização intensiva.
  3. C) Administrar fenitoína EV 1 g em bolus único, em infusão rápida em até 2 minutos, para atingir níveis séricos eficazes mais rapidamente.
  4. D) Administrar propafenona EV em dose de 30 mg/kg, em infusão de até 150 mg/min, visando encurtar o tempo total de administração.
  5. E) Administrar fenitoína EV na dose de 15 20mg/kg em bolus rápido em até 2 minutos, para alcançar concentrações plasmáticas eficazes precocemente.

Pérola Clínica

Estado de mal epiléptico refratário → Fenitoína EV 15-20mg/kg = Infusão lenta (máx. 50mg/min) com monitorização cardíaca e PA.

Resumo-Chave

O estado de mal epiléptico refratário exige tratamento rápido e eficaz. Após falha dos benzodiazepínicos, a fenitoína é uma opção de segunda linha, devendo ser administrada lentamente com monitorização rigorosa para evitar efeitos adversos cardiovasculares.

Contexto Educacional

O estado de mal epiléptico é uma emergência neurológica que exige intervenção imediata para prevenir danos cerebrais permanentes e mortalidade. A falha no controle da crise com benzodiazepínicos caracteriza o estado de mal epiléptico refratário, necessitando de agentes anticonvulsivantes de segunda linha. A fenitoína é um dos medicamentos mais utilizados nessa situação, mas sua administração requer atenção especial à dose e à velocidade de infusão. A infusão rápida pode precipitar eventos adversos cardiovasculares graves, como hipotensão e arritmias, devido ao solvente propilenoglicol e aos efeitos diretos da droga no miocárdio. Portanto, a monitorização contínua do ritmo cardíaco e da pressão arterial é indispensável durante a administração.

Perguntas Frequentes

Qual a definição de estado de mal epiléptico refratário?

É a persistência da atividade convulsiva após duas doses de benzodiazepínicos ou após 20-30 minutos de crise contínua.

Por que a fenitoína deve ser infundida lentamente?

A infusão lenta da fenitoína (máximo 50 mg/min) é crucial para minimizar o risco de efeitos adversos cardiovasculares graves, como hipotensão e arritmias, devido ao solvente propilenoglicol.

Quais são as alternativas à fenitoína no estado de mal epiléptico?

Outras opções incluem fosfenitoína, levetiracetam, valproato e lacosamida, dependendo do protocolo e da disponibilidade hospitalar.

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